Semana Uwe Rosenberg – “Caverna: Cave vs Cave”, uma ótima opção para 2 jogadores

Jogo de tabuleiro Caverna: Cave vs Cave

Caverna: Cave vs Cave foi o jogo que escolhemos do designer Uwe Rosenberg.

Essa semana estamos jogando cada dia um jogo diferente de um dos designers mais presentes por aqui, o alemão Uwe Rosenberg.

Baseado no Caverna, nessa versão para 2 pessoas cada um assume uma caverna e deve escavar, construir cômodos e ajuntar recursos, como madeira e pedra, para então melhorar sua caverna com cômodos que lhe permitirão por sua vez ser mais eficiente na coleta e uso dos recursos. O ponto forte do jogo são as combinações entre cômodos para conseguir cada vez mais recursos e também conquistar mais cômodos que renderão mais pontos ao final da partida.

Você começa a partida com duas ações, que vão aumentando no decorrer do jogo e na última rodada você termina a partida realizando quatro ações. Embora as ações sejam sempre as mesmas elas vão aparecer em ordem diferente a cada partida, mudando um pouco o panorama geral.

Os cômodos também aparecem em ordem diferente a cada partida, dando bastante variedade e combinações possíveis.

Um jogo simples mas com uma pegada interessante. Não jogamos ainda o Caverna para falar das similaridades e/ou diferenças, mas como jogo é uma ótima pedida para 2 jogadores por ser um jogo fácil de aprender, com bastante possibilidades e partidas rápidas que vão durar entre 20 e 30 minutos.

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Semana Uwe Rosenberg – Agricola: All Creatures Big and Small

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Hoje foi a vez de uma partida do excelente Agricola: All Creatures Big and Small (se quiser ler nossa análise desse jogo clique aqui).

A grande diferença dele para seu irmão mais velho, o Agricola, é a duração da partida (dá para jogar em 15-20 minutos) e a ausência de alguns elementos, como cartas, campos para plantar, melhorias e a parte de alimentar sua família.

Nessa versão você tem a disposição 3 trabalhadores e o jogo dura 8 rodadas e você pode recolher recursos (madeira, pedra e junco), animais, construir cercas, estábulos e prédios.

Gostamos muito dessa versão pela rapidez e simplicidade mas que dá a sensação de realmente estar construindo sua pequena fazenda. O jogo sempre lhe oferece alguma ação interessante, mas talvez não a melhor pois seu adversário foi mais rápido do que você e já ocupou o espaço.

Como o foco do jogo são os animais é necessário preparar bem os espaços, pois a cada rodada os animais procriam (diferente da versão maior).

Com um setup rápido, ocupando pouco espaço na mesa e partidas rápidas é ideal para o final de dia ou para jogar entre jogos maiores.

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Neuroeducação e jogos de mesa (parte 7) – Atenção e memória

Family playing chess together at home in the living room at home

Como você pode auxiliar no desenvolvimento do seu filho? Continue acompanhando nossa série que mostra como a neuroeducação os jogos de tabuleiro podem ajuda-lo nessa jornada.

Se perdeu a primeira parte clique aqui, segunda parte aqui, terceira parte aqui, quarta parte aqui, a quinta parte aqui e a sexta parte está aqui.

ATENÇÃO E MEMÓRIA

A atenção é um processo onde se foca a percepção que nos permite orientar e controlar a atividade diante de um determinado estímulo. Requisito imprescindível para qualquer aprendizagem, trata-se de um processo complexo cujo estímulo não pode ser separado de muitas outras funções cerebrais, pois outros processos como o da memória, da orientação ou da execução são interdependentes dela; por isso, ao estimulá-la se favorece uma melhora na eficiência cognitiva de diversas outras funções mentais.

A memória “é uma função neurocognitiva que permite registrar, codificar, consolidar, reter, armazenar, recuperar e buscar a informação previamente armazenada. Enquanto a aprendizagem é a capacidade de adquirir informações novas, a memória é a capacidade para reter a informação aprendida” (J.A. Portelllano, 2005).

A interdependência entre atenção e memória é evidente, sendo que os processos de atenção são essenciais para poder registrar a informação; depois existe um processo para armazenar a informação e finalmente um processo de recuperação da informação previamente armazenada. Todo este processo requer estratégias cognitivas nas quais além de interpretar a informação recebida, é feita uma análise, uma categorização e uma associação e relação com outros conhecimentos já adquiridos.

A eficácia do treinamento da atenção e da memória se alcança em um contexto ecológico, ou seja, realizando atividades que tenham uma relação direta com o meio natural que rodeia o alunado, atividades que sejam significativas e de grande interesse para eles.. O jogo de mesa permite a aproximação da criança com este meio, pois os temas têm afinidade com seus interesses. Além disso, não estão relacionados com um programa de treinamento da atenção e da memória, e são apresentados como um desafio lúdico, o qual, como foi explicado anteriormente, desencadeia diversos processos de ativação dos neurônios.

Como dissemos, toda atividade implica em um processo de atenção; Se a isso adicionamos o fato de que uma prática habitual que vá incorporando o conhecimento da temática do jogo, chegaremos facilmente à conclusão de que não existe jogo que não exercite as duas funções. Enumeramos, em seguida, aqueles que permitem um estímulo de uma forma mais direta.

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Fantasma Blitz permite o desenvolvimento contínuo da atenção. (Leia nossa análise sobre ele aqui).

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1, 2, 3! Agora é a sua vez!, facilita a aquisição de estratégias de repetição, agrupamento, classificação e recordação de imagens.

Exemplo 1

Cocoricó, Cocorocó! é um jogo apropriado para iniciar crianças menores nos processos de atenção e memorização. Utiliza uma estratégia similar aos chamados “jogos da memória”. (Leia nossa análise sobre ele aqui).

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A Escada Assombrada é um recurso apropriado para os processos básicos nestas áreas (leia nossa análise sobre esse jogo aqui).

Terra

Terra é um jogo que ativa processos associativos, relaciona a informação nova com conhecimentos adquiridos previamente, estratégia que permite melhorar os processos de memorização.

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Semana Uwe Rosenberg – Patchwork

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Um dos nossos designers de jogos favoritos é o alemão Uwe Rosenberg, criador de diversos clássicos como Bohnanza e Agricola, e essa semana resolvemos jogar todos os títulos que temos dele em nossa coleção, um jogo por dia e relatarmos nossas experiências com cada um deles 🙂

Começamos ontem com um ótimo jogo para duas pessoas, o Patchwork. Em Patchwork cada jogador precisa montar uma colcha usando retalhos, e esses retalhos são recolhidos de um círculo e o jogador precisa fazer o pagamento por cada peça recolhida. Esse pagamento é feito em tempo e em botões (que representam o dinheiro do jogo). Ao avançar em tempo você se aproxima do final do jogo e ao pagar em botões você precisa equilibrar bem as compras para não ficar sem.

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É um jogo rápido mas que traz decisões interessantes no decorrer da partida sobre quais peças comprar e o encaixe de cada uma na sua colcha.

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Um dos melhores no gênero de dois jogadores, para partidas com duração de 10 a 15 minutos onde você precisa controlar seu dinheiro e a quantidade de espaços que você avança, e ficar de olho nas peças disponíveis, no que seu adversário precisa e nas melhores opções para você.

Cada espaço vazio em seu tabuleiro rende 2 pontos negativos no final, e sua pontuação é a quantidade de botões que você tem menos os pontos negativos, sendo muito comum no início ficar com pontos negativos.

E você? Gosta da experiência com o Patchwork? E amanhã vamos continuar nossa semana com mais algum jogo do Uwe 🙂

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É hora de explorar a ilha que está na palma da sua mão em “Palm Island”

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“Leve sua ilha com você…” essa é a proposta do Palm Island, da editora Portal Dragon, um jogo essencialmente solo para você jogar em qualquer lugar, em partidas de 10 a 15 minutos, composto por apenas 17 cartas (no seu modelo mais simples) que são rotacionadas e viradas de lado ou para o outro lado de acordo com o desenrolar da partida.

Como se joga?

Trata-se de um jogo extremamente simples e portátil, onde você deve embaralhar as 17 cartas que compõem o jogo, colocar por último a carta de marcação de turno e o jogo está pronto para começar.

Seu objetivo em Palm Island é desenvolver sua ilha ao máximo possível, e para isso você precisa conseguir recursos e usa-los para melhorar suas construções, que poderão render mais recursos e também pontos ao final da partida.

Você então pega o baralho e começa a lidar com as cartas, uma a uma, que ficam na sua mão mesmo, na ordem em que foram embaralhadas.

Cada carta vai apresentar sua área ativa, que é a parte superior dela onde estão descritos o nome da carta e os benefícios que ela lhe concede e também o que ela exige de recursos para ser rotacionada na horizontal, virada 180 graus ou para o outro lado.

A carta abaixo, por exemplo, oferece uma madeira (veja o ícone na parte superior) e os requerimentos para você obter essa madeira, que está descrito no quadro um pouco abaixo na carta (que nesse caso é “free”).

Se a carta abaixo for virada 180 graus, tendo seus custos para isso pagos (uma madeira e um peixe) ela vai passar a valer 1 ponto ao final da partida (veja a estrela com o número 1).

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O jogo usa esse mecanismo de rotacionar a carta na horizontal para representar os recursos que você possui, além de poder também rotacionar a carta 180 graus ou para o outro lado para obter um prédio com alguma melhoria e que também pode valer pontos para o final da partida.

palm island

Os recursos que você acumula na horizontal são usados para melhorar suas cartas, seja virando-as 180 ou para o outro lado.

Existem cartas que dão mais recursos e outras que oferecem mais pontos.

O jogo termina após 8 rodadas e você então contabiliza os pontos das suas construções.

Acessibilidade

O jogo é literalmente jogado apenas com uma mão, pois o baralho de cartas é segurado apenas usando uma mão e se houver restrições nesse sentido o jogo pode não ser o mais adequado.

O que achamos

Esse jogo é mais um daqueles jogos com poucos componentes mas com uma boa idéia. É uma idéia interessante você jogar apenas com um deck de 17 cartas e sem necessitar de espaço, podendo jogar em literalmente qualquer lugar.

Outro ponto é a boa implementação do designer John Mietling, onde você com 16 cartas tem um conjunto de informações e decisões interessantes para tomar. É fundamental gerencia bem e decidir quais recursos usar, quais melhorias fazer, tentando assim atingir o máximo possível de pontos. É importante lembrar a ordem das cartas, pois se o recurso não for usado você o perde, então é essencial se organizar bem nesse sentido.

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O jogo embora lançado em financiamento coletivo possui uma versão PnP (Print and Play) para você testar, sendo bem legal, embora sem o acabamento da versão final (você pode baixa-la aqui).

Pontos positivos:

  • Gratuito para baixar e testar
  • Pode ser jogado em qualquer lugar
  • Mais voltado para quem gosta de superar sua pontuação anterior
  • Uma implementação interessante para apenas 17 cartas

Pontos de atenção:

  • Para jogar sozinho
  • Não possui variedade de jogo (é conseguir recursos e melhorar suas cartas)

No geral a experiência de Palm Island é muito divertida e desafiadora para conseguir uma boa pontuação e você vai se pegar tentando apenas mais uma vez superar seu placar anterior.

Mas chega de conversa, é hora de explorar a ilha que está na palma da sua mão…

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Descubra o jeito perfeito de se embaralhar cartas!

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Irrelevante para uns, motivo de paranóia para outros, o fato é que muitos jogos de tabuleiro utilizam cartas e o embaralhamento delas pode fazer bastante diferença para cada partida, afinal quem nunca ficou bravo por comprar cartas repetidas ou ver uma sequência de cartas que dão a impressão de que o baralho não foi muito bem embaralhado?

E a pergunta que surge então é: Qual a maneira mais eficiente de se embaralhar cartas para gerar a maior aleatoridade possível?

Na prática precisamos descobrir quantas vezes o baralho precisaria ser embaralhado e qual seria a técnica mais eficiente para de fato embaralhar as cartas.

Uma das técnicas que pode ser usada é o “Riffle Shuffle” onde você divide o baralho em duas partes, segura ambas bem próximas e com o dedão você vai soltando as cartas que vão sendo intercaladas, formando um baralho bem misturado.

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É uma técnica que tem um efeito visual bacana, só é preciso praticar um pouco e tomar cuidado para não envergar muito as cartas.

Veja um tutorial muito bacana abaixo:

Outro método de embaralhar é o “Overhand Shuffle” onde você segura o baralho na horizontal e vai puxando cartas com a outra mão da parte de trás e jogando-as na parte da frente. É o método mais comum e conhecido para se embaralhar cartas.

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Uma terceira opção é o “Smooshing” onde você coloca todas as cartas espalhadas na mesa e vai misturando-as por um período de tempo, reunindo-as depois novamente para formar maço de cartas.

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Mas qual a maneira mais eficiente?

O matemático Persi Diaconis fez alguns estudos nessa área, e de acordo com os modelos matemáticos desenvolvidos por ele, para se ter um embaralhamento quase perfeito o método mais eficiente é o “Riffle Shuffle” que deve ser feito em torno de 7 vezes.

De acordo ainda com Persi, usando o método mais comum, o “Overhand” é necessário faze-lo cerca de dez mil vezes (!) para obter-se um embaralhamento adequado das cartas.

Já o “Smooshing” feito por cerca de 1 minuto garante uma aleatoridade adequada das cartas.

Ele inclusive detalha as idéias por detrás desses números em um vídeo (em inglês) que você pode assistir abaixo:

E agora que você já descobriu o jeito mais eficiente de embaralhar é hora de pegar aquele baralho velho e começar a praticar 🙂

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Vem ai “Sonic the Hedgehog Battle Racers”

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Chegando em Fevereiro de 2019 pela Shinobi 7, vem ai “Sonic the Hedgehog Battle Racers“.

O jogo será tanto para um jogador quanto para 2 ou mais, cada jogador escolhe um corredor, o percurso e então corre para finaliza-lo, tentando evitar obstáculos e os demais oponentes. Os jogadores usam velocidade, habilidades e poderes especiais para coletarem argolas por todo o percurso. O percurso muda a cada nova corrida, fazendo com que a experiência também seja diferente.

O jogo base vem com 64 cartas de agilidade, 50 marcadores de argola, 40 marcadores de inimigos, 15 marcadores de pedra, 10 trechos de corrida, 4 miniaturas, 4 corredores e 4 marcadores de velocidade.

Ele é indicado para crianças com 9 anos para cima com duração média de 30 a 60 minutos.

Uma expansão de chefe, Dr. Eggman, estará disponível e adicionará a miniatura e cartas do chefe, além de novos trechos de corrida. Em Março uma outra expansão de chefe, Shadow, será lançada com sua miniatura, cartas e trechos de corrida.

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