Construa o prédio e escale o mais alto possível em “Rhino Hero”

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Rhino Hero é um herói rinoceronte, que deseja escalar o prédio o mais alto possível, infelizmente ele é meio pesado e as coisas nem sempre dão certo…

Rhino Hero é um jogo infantil, para 2 a 5 jogadores, com duração média de 10 minutos (geralmente bem menos do que isso) para crianças à partir de 5 anos.

Como se joga?

É um jogo de construção de prédio que exige um pouco de destreza e de escolher as melhores cartas para jogar. Cada jogador recebe 5 cartas, posiciona-se a fundação do prédio (que possui dois lados, um mais simples e outro que exige um pouco mais de destreza), colocam-se as paredes iniciais e o jogo está pronto para começar!

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Cada jogador na sua vez deve colocar uma carta nas paredes do andar inferior, usando essa carta como uma espécie de teto. Cada carta indica quantas paredes devem ser posicionadas em cima dela e em qual posição.

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Além disso algumas cartas possuem símbolos prateados nas bordas superior esquerda e inferior direita, indicando alguma ação especial que o próprio jogador ou o próximo deve fazer.

Por exemplo, a carta acima à esquerda ao ser colocada em jogo exige que o próximo jogador coloque a figura do Rhino Hero naquele andar, antes de colocar as paredes e o próximo teto. A carta do meio muda o sentido do jogo e a carta da direita permite que o jogador coloque na sua vez 2 cartas de teto no prédio ao invés de apenas uma.

Seu objetivo para vencer é esvaziar sua mão, vencendo quem ficar sem cartas primeiro.

Dessa maneira, o prédio vai sendo construído rodada após rodada.

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Andar após andar vai sendo construído no decorrer da partida!

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E se o prédio cair, o jogador que o derrubou perde e vence quem dos demais jogadores tiver menos carta!

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Acessibilidade

É um jogo que não depende de cores, apenas de manusear cartas, sendo assim recomendado para crianças que já tenham coordenação motora para colocar as cartas no prédio. Se forem muito pequenas poderão amassar as cartas ou simplesmente não conseguir coloca-las no prédio.

Dá para jogar com crianças?

SIM! É um jogo infantil, muito divertido, que exige destreza para montar o prédio e também saber a hora certa de usar cada carta. É um jogo fácil e envolve para toda a criançada.

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O que achamos?

Uma ótima pedida para jogar com a criançada. Fácil, simples, com decisões na medida certa para eles. Cada partida pode durar apenas alguns minutos, ou seja, dá para jogar, 5, 6, 10 partidas em uma hora.

O jogo tem uma caixa pequena, ideal até para transportar, não exige muito espaço e tem componentes de boa qualidade. Só é necessário tomar um certo cuidado para não estragar as cartas, o manuseio precisa ser correto, senão elas podem amassar e comprometer o jogo.

Infelizmente ainda não foi lançado no Brasil, mas vale ficar de olho, pois é uma ótima opção de jogo infantil.

Super recomendado! E ai, vamos construir um prédio e escalar até as alturas?

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29 jogos de tabuleiro para crianças que você deve conhecer (Parte 1)

O famoso prêmio alemão de jogos de tabuleiro, o Spiel des Jahres também faz a premiação de jogos infantis.

Assim como o Spiel des Jahres é a premiação para jogos familiares o Kinderspiel des Jahres é a premiação para jogos voltados para o público infantil. Foi no ano de 2001 que a premiação foi oficialmente lançada, porém antes dessa data era uma espécie de premiação especial para o melhor jogo infantil, e como essencialmente são a mesma premiação, os jogos que receberam essa premiação de 1989 até 2000 são os jogos que ganharam o Kinderspiel des Jahres.

Vamos começar a dar uma olhada nos 29 jogos que foram premiados até hoje e ajuda-lo a conhecer mais jogos para a criançada e quem sabe a escolher um próximo jogo para eles.

1989 – Gute Freunde, designer Alex Randolph

Gute

Os sapinhos estão buscando ouro e prata. Organize as 12 vitória-régias na mesa e saia pulando com os sapinhos em busca de mais moedas, quem coletar mais moedas vence. Para crianças à partir de 5 anos.

1990 – My Haunted Castle, designer Virginia Charves

Haunted 2

Um jogo bem simples para crianças voltado para memória, com tema de uma casa assombrada. Para crianças à partir de 6 anos.

1991 – Piraten-Abenteuer, designer Wolfgang Kramer

Piraten 2

Em Piraten os jogadores foram forçados a se refugiar próximos à uma ilha e agora são obrigados a trabalharem em equipe para mover todos os barcos em segurança enquanto evitam os piratas que patrulham a região. Para crianças à partir de 4 anos.

1992 – Galloping Pigs, designer Heinz Meister

Galloping 2

Galloping Pigs é um lindo jogo onde os jogadores estão coletando pontos na forma de comida. Porquinhos de plástico são colocados em uma trilha feita de cartas em formato circular, e os jogadores escolhem cartas para movimentar os porquinhos, sendo que o que estiver na liderança ao final da movimentação recebe uma carta de comida. Para crianças à partir de 6 anos.

1993 – Ringel-Rangel, designer Geni Wyss

Ring

Ringel Rangel é um belo jogo que ajuda as crianças a se planejar para jogadas futuras, onde os jogadores movimentarão tartarugas através de obstáculos. Para crianças à partir de 5 anos.

1994 – Loopin’ Louie, designer Carol Wiseley

Loopin

Com diversas versões disponíveis, em Loopin Louie você deve proteger suas galinhas do piloto maluco. Para crianças à partir de 4 anos.

1995 – Karambolage, designer Heinz Meister

Karambolage

Em Karambolage o jogador precisa lançar o disco de uma das cores em um disco de outra cor. Se ele conseguir pode continuar, se falhar ele perde todos os pontos acumulados naquela rodada. Para crianças à partir de 6 anos.

1996 – Vier zu mir! designer Heike Baum

Vier

Mais um jogo com foco na memória da criançada, onde o objetivo dos jogadores é encontrar conjuntos de 4 animais para combinar com o que é mostrado em suas cartas. Uma vez que a combinação foi feita o jogador recebe um ponto e ao final da partida quem tiver mais pontos vence. Para crianças à partir de 5 anos.

1997- Leinen los! designer Alex Randolph

Leinen

O objetivo em Leinen los! é empurrar um pequeno barco de madeira evitando os obstáculos. Parece fácil, mas os barcos são compostos por duas partes, o motor e o resto do barco, então nem sempre é fácil fazer o movimento na direção correta. Para crianças à partir de 6 anos.

Leinen 2

1998 – Chicken Cha Cha Cha, designer Klaus Zoch

Já disponível no Brasil pela DEVIR (se quiser ler nossa análise completa e conhecer mais o jogo clique aqui) Chicken Cha Cha Cha é mais um jogo de memória onde as galinhas e galos estão em uma corrida, e cada acerto aproxima você dos adversários, vence quem roubar as penas de todos.

1999 – Kayanak, designer Peter-Paul Joopen

Kayanak

Em Kayanak os jogadores tentam pegar peixes através de buracos no gelo, para crianças à partir de 6 anos. Os peixes são representados por bolinhas de metal de diversos tamanhos, o primeiro jogador que pegar 10 peixes vence.

Kay 2

2000 – Arbos, designer Martin Arnold & Armin Müller

Arbos

Um jogo de destreza para crianças à partir de 6 anos, onde cada jogador precisa colocar galhos e folhas de madeira ao redor do tronco.

2001 – Klondike, designer Stefanie Rohner e Christian Wolf

Para jogadores a partir de 6 anos cada um retira bolinhas de madeira do saco. As pretas são cascalhos e as amarelas pepitas de ouro.

O jogador coloca suas pepitas na peneira (um prato de alumínio) e tenta peneirar o ouro enquanto os demais jogadores apostam no resultado.

2002 – Maskenball der Käfer, designer Peter-Paul Joopen

Masken

Nesse jogo cooperativo para crianças a partir de 4 anos, as joaninhas precisam se preparar para a festa, mas cuidado com as formigas que também querem participar do piquenique. Para vencer é necessário mandar todas as joaninhas bem coloridas para a festa.

2003 – Viva Topo! designer Manfred Ludwig

Viva Topo

Para crianças a partir de 4 anos, os jogadores precisam avançar com os ratinhos em diferentes trilhas para ganhar queijos, mas cuidado com o gato que está perseguindo a todos.

Qual desses chamou mais sua atenção?

E na próxima parte veremos mais 15 jogos de tabuleiro para crianças que você deve conhecer.

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29 jogos de tabuleiro para crianças que você deve conhecer (parte 2)

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O famoso prêmio alemão de jogos de tabuleiro, o Spiel des Jahres também faz a premiação de jogos infantis.

Assim como o Spiel des Jahres é a premiação para jogos familiares o Kinderspiel des Jahres é a premiação para jogos voltados para o público infantil. Foi no ano de 2001 que a premiação foi oficialmente lançada, porém antes dessa data era uma espécie de premiação especial para o melhor jogo infantil, e como essencialmente são a mesma premiação, os jogos que receberam essa premiação de 1989 até 2000 são os jogos que ganharam o Kinderspiel des Jahres.

Vamos começar a dar uma olhada na segunda parte dos 29 jogos que foram premiados até hoje e ajuda-lo a conhecer mais jogos para a criançada e quem sabe a escolher um próximo jogo para eles (se quiser ler a primeira parte clique aqui).

2004 – Spooky Stairs, designer Michelle Schanen

Jpeg

No alto do castelo vive um fantasma…nesse jogo as crianças estão subindo a escada para assustar o fantasma, mas no meio do caminho vão se tornando fantasma, e daqui a pouco ninguém mais lembra quem é quem! (Se quiser ler nossa análise completa sobre esse jogo clique aqui).

2005 – Das Kleine Gespenst, designer Kai Haferkamp

Das Kleine

Sempre que o relógio marca mais uma hora, mais uma imagem aparece, e as crianças precisam encontrar por detrás das portas fechadas do castelo, usando para isso um conjunto de chaves, de maneira a parecer como se através da mão do fantasma as portas do castelo são abertas. Um belo jogo de memória!

2006 – Der schwarze Pirat, designer Guido Hoffmann

Der Schwarze

Nesse jogo você será o vento para suas embarcações. No mar e entre várias ilhas com porto para os tesouros, você deve impulsionar seu barco e dependendo dos dados o barco pirata se move também, e sempre com o objetivo de pegar os tesouros!

2007 – Beppo der Bock, designers Klaus Zoch & Peter Schackert

Beppo

Beppo está descansando no campo, e não quer ser perturbado…na sua vez cada jogador coloca Beppo em um imã e joga uma bolinha metálica, se eles encontra-los, Beppo vai chutar os jogadores, mandando-os de volta para o começo da trilha. Um jogo de corrida que envolve destreza.

2008 – Wer war’s?, designer Reiner Knizia

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O anel do Rei foi roubado! Os jogadores devem encontra-lo e para isso contam com a ajuda dos animais que vivem no castelo. Se o encontrarem antes do tempo acabar vencerão!

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2009 – Das magische Labyrinth, designer Dirk Baumann

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Em um labirinto de paredes invisíveis você deve procurar o caminho para os itens mágicos. A caixa faz parte do jogo, onde ficam as paredes invisíveis e os jogadores movem os magos, um jogo onde a memória é fundamental.

2010 – Diego Drachenzahn, designer Manfred Ludwig

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Diego Dart, o dragão, mais uma vez errou o alvo e ateou fogo no chapéu do tio Drooge. Mas onde ele estava mirando? Ele ainda pode vencer a competição de cuspir fogos? É um jogo de habilidade e blefe para a criançada!

Diego

2011 – Da ist der Wurm drin, designer Carmen Kleinert

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Nessa corrida pelo jardim, seja o primeiro verme a colocar a cabeça para fora da pilha de folhas!

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2012 – Schnappt Hubi!, designer Steffen Bogen

Schnappt

Um jogo de dedução que usa um dispositivo eletrônico, que auxilia os jogadores, onde os jogadores devem trabalhar em equipe para explorarem uma velha casa através da construção de um labirinto na primeira fase e perseguindo um fantasma na segunda fase. Assim que o fantasma aparece, o dispositivo dá dicas para que os jogadores consigam deduzir onde o fantasma está.

2013 – Der verzauberte Turm, designers Inka Brand & Markus Brand

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Agora em versão de lata (já lançado no Brasil inclusive) na Torre Encantada a princesa Ack foi capturada pelo feiticeiro malvado, e os jogadores devem encontrar a chave para tentar libertar a princesa (em uma das seis fechaduras da torre). Uma opção muito interessante pelo sistema de peças magnéticas.

2014 – Geister, Geister, Schatzsuchmeister!, designer Brian Yu

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Quatro aventureiros caçadores de tesouros buscam jóias preciosas escondidas, mas atenção, um fantasma que mora ali não vai deixar seus tesouros serem capturados tão facilmente. Os jogadores trabalham em equipem para conseguirem 8 jóias e escapar da casa.

2015 – Spinderella, designer Roberto Fraga

Spinderella

Em Spinderella (se quiser ler nossa análise completa do jogo clique aqui) os jogadores são formigas que desejam cruzar o campo em rumo as deliciosas frutinhas, mas cuidado, as aranhas (que estão penduradas, à espreita) não vão deixa-las passar facilmente!

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2016 – My First Stone Age, designer Marco Teubner

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Um belíssimo jogo, onde cada jogador precisa coletar recursos para construir suas cabanas, tem um perfeito equilíbrio entre sorte, memória e coleta de recursos (se quiser conhecer mais, leia nossa análise completa sobre ele aqui).

2017 – Ice Cool, designer Brian Gomez

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É um jogo de “peteleco” onde os jogadores serão o monitor do salão, e seu objetivo é o de pegar outro pinguim e obter pontos com isso. Os demais devem passar pelas portas, ganhando peixes em seu caminho. Vence quem tiver mais pontos ao final.

2018 – Dragon’s Breath, designers Günter Burkhardt & Lena Burkhardt

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Os dragões Mira, Feo, Luna e Diego em uma de suas aventuras descobrem um tesouro surpreendente: Uma coluna de gelo com pedras preciosas lá dentro. Como não conseguem levar a coluna o jeito é derrete-la. Como ainda são pequenos e não conseguem fazer isso, pedem ajuda para o papai, que começa a derreter, e os dragões devem então coletar os valiosos tesouros.

São muitas opções de jogos interessantes para a criançada e felizmente alguns já estão disponíveis por aqui, como lançamentos nacionais, enquanto outros com um pouco de sorte e paciência é possível comprar em lugares como a Ludopedia.

Qual chamou mais a sua atenção? Qual gostaria de ver por aqui?

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Seja mais rápido que seus amigos e escape do tubarão em Get Bit!

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Get Bit! lançado no Brasil pela editora Conclave é um divertido jogo para toda a família, onde os participantes são piratas, que tentaram um motim em alto mar, que não deu muito certo (aliás, não deu nada certo) e que acabou com todo os revoltosos lançados ao mar. Os problemas terminariam ai se a jornada até a praia não fosse longa o suficiente para aparecer um tubarão que vai aos poucos devorando os piratas.

Embora possa parecer um tanto quanto perturbador pensar nos piratas sendo devorados, o jogo é bastante simples e divertido, especialmente para a criançada.

Cada partida dura em média 10 a 15 minutos, para 2 a 6 jogadores à partir de 6 anos.

Como se joga?

Cada jogador recebe um pirata articulado e algumas cartas, numeradas de 1 a 7. O verso do manual da Conclave é um playmat onde os piratas e o tubarão serão posicionados.

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Cada jogador posiciona seu pirata aleatoriamente em uma fileira e o jogo está pronto para começar!

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Cada jogador então escolhe secretamente uma carta e coloca-a na mesa, com a face virada para baixo. Todos escolhem simultaneamente e uma vez que todos escolheram as cartas são reveladas, o que vai agora decidir a ordem de movimentação.

A carta de menor valor determina qual pirata será movido para o começo da fileira. Então, por exemplo, se a menor carta da mesa for um 2 vermelho, o pirata vermelho deve ser colocado no início da fila. Conforme a figura abaixo, ele sairia do último lugar indo para o primeiro.

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E todos os piratas são movimentados, seguindo o valor das cartas, do menor para o maior. Caso haja algum empate, aqueles piratas não saem do lugar.

Após a resolução de todas as cartas vem a hora da mordida: O último pirata da linha perde um dos seus membros e pula automaticamente para o começo da linha. Todas as cartas são descartadas, e o pirata mordido recebe de volta todas as suas cartas descartadas, ficando com a mão “cheia” novamente.

O jogo termina assim que restarem apenas dois piratas, sendo o que estiver na frente considerado o vencedor.

O jogo ainda conta com algumas variantes para 2, 3 jogadores, partidas com cartas descartadas abertas ou fechadas e partidas mais longas.

Acessibilidade

O jogo não tem uma grande dependência de cores, embora quem tenha dificuldade de visualizar possa ter algum prejuízo para identificar as cartas já jogadas (caso joguem com a pilha de descarte aberta). Além disso não é necessário segurar cartas, portanto o jogo é bem acessível tanto para crianças quanto para pessoas com daltonismo.

Dá para jogar com crianças?

Sim, porém é um jogo que tem um pouco de blefe, dedução e leitura de mesa, de modo que a criança precisa ter noção desses aspectos para tentar jogar as cartas mais interessantes. Se for um grupo somente de crianças dá para jogar perfeitamente.

O que achamos?

Get Bit! é um jogo bem interessante, rápido, simples e que vai proporcionar muitas risadas na mesa. A leitura da mesa, do que os outros já jogaram, o blefe e a dedução são componentes presentes no jogo. A quantidade de jogadores é ideal e as partidas serão rápidas, afinal é apenas escolher uma carta.

Alguns pontos para pensar, entretanto: O tamanho da caixa é desnecessário, seria mais interessante se a Conclave tivesse trazido a versão de latinha, bem mais compacta. Além disso o jogo vem com adesivos para colar nos piratas, mas eles não são interessantes, especialmente por ficarem descolando. Não é essencial, mas existe esse detalhe.

Outro fator é a eliminação de jogadores, mas como as partidas são rápidas isso não é necessariamente um problema.

É o jogo ideal para começar a noite de jogos, ou para apresentar para quem não joga muito ou para jogar com a família, afinal, em Get Bit! você não precisa ser mais rápido que o tubarão, apenas mais rápido que seus amigos 🙂

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É hora de fazer uma bela salada de frutas em “Fruit Salad”

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Fruit Salad, lançado no Brasil pela Editora Conclave, é um jogo infantil para 2 a 6 jogadores, com duração de 15 minutos para crianças à partir de 6 anos.

Em Fruit Salad, queremos fazer uma grande salada de frutas, e cada jogador vai contribuir para essa salada colocando as frutas que possui. E quem souber a quantidade das frutas nessa salada vai acumulando pontos!

Como se joga?

Distribui-se entre os jogadores as cartas de frutas em quantidades iguais, e cada jogador vai segurar sua pilha de cartas de frutas com a face das frutas para baixo.

Em seguida, rolam-se os dois dados do jogo e a partida está pronta para começar, como no exemplo abaixo.

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O objetivo do jogo é conseguir mais pontos, sendo que a partida termina quando alguém conseguir 4 pontos ou terminar com as cartas de frutas que estão na sua mão.

Os dados que são rolados vão indicar 2 elementos fundamentais: A fruta e sua quantidade.

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Se eu rolar, como no exemplo acima, um morango e o número 4, significa que para vencer essa rodada eu precisarei ter na salada de frutas (as cartas que vão sendo acumuladas no centro da mesa) pelo menos 4 morangos.

Cada jogador na sua vez vai pegar uma carta da sua pilha e coloca-la no centro da mesa com a face de fruta virada para cima, em seguida os próximos jogadores vão fazendo o mesmo.

Quando você desconfiar que já existe na salada de fruta a quantidade da fruta indicada pelo dado você deve colocar a mão sobre as cartas que estão no centro da mesa.

E esse é o elemento fundamental no jogo, tentar contar a quantidade de frutas que vão sendo colocadas no centro da mesa e tentar ser o mais rápido quando achar que a quantidade é a quantidade correta.

Acontece que os dados que foram rolados inicialmente podem ser rolados novamente no decorrer da partida, trazendo um “elemento surpresa”, pois a quantidade de frutas pode mudar no meio da partida, e acredite, isso vai acontecer muitas vezes.

Os dados serão rolados novamente se a carta de fruta que alguém colocar no meio da mesa trazer essa indicação, como nas duas cartas abaixo.

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Após o dado ser rolado novamente, se alguém desconfiar que já existe aquela quantidade na salada de fruta pode colocar a mão nas cartas.

Se o jogador que colocou a mão estiver certo, ele retira uma carta das que estão no centro para ele, simbolizando seu ponto, e distribui o restante para os demais jogadores.

Se ele estiver errado todas as cartas do centro vão para sua pilha.

Como já mencionamos o jogo termina assim que alguém conseguir 4 pontos ou alguém ficar sem cartas de frutas na sua mão.

Acessibilidade

É um jogo totalmente independente das cores, bastando apenas que o jogador consiga distinguir as frutas e os números, sendo portanto um jogo bem acessível para qualquer tipo de jogador.

Dá para jogar com crianças?

Sim, pois é um jogo voltado para esse público. Como trata-se de um jogo que exige memória, contar e uma certa agilidade, se for jogado com crianças de idades bem diferentes pode acabar favorecendo os mais velhos. Além disso como é necessário colocar a mão nas cartas no centro da mesa isso pode gerar uma certa confusão e disputas acirradas, portanto é bom ficar de olho para evitar algumas confusões.

O que achamos?

Uma pequena latinha, que cabe na palma da mão (e dentro de qualquer bolsa ou mochila) com uma boa produção, certamente é uma boa pedida para a criançada. Como o jogo prioriza o elemento memória isso traz de certa maneira um equilíbrio na mesa (se quiser ler uma postagem sobre os motivos para se jogar jogos que envolvem o uso da memória clique aqui).

Entretanto o fato da agilidade para se colocar a mão no centro da mesa pode frustrar um pouco se no grupo houverem adultos e crianças.

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É um jogo simples, rápido e bonito, que vai agradar a criançada, inclusive podendo ser usado com os menores para ensinar a contar e observar os padrões de frutas.

Mas chega de conversa, é hora de fazermos uma salada de frutas!

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Por que jogar jogos que usam bastante a memória!

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Adaptado do texto do designer Bruno Faidutti

Jogos que dependem exclusivamente da sorte podem ser tornar entediantes e pouco desafiadores porque o que realmente traz animação em uma partida é o controle que o jogador pode ter sobre a mesma, com aquela sensação de recompensa ao fazer boas jogadas e/ou tomar boas decisões. De uma maneira geral adultos são muito melhores do que crianças em jogos que dependem grandemente de habilidades como táticas, estratégia ou até mesmo na destreza. Mas em contrapartida, a memória de curto prazo, a que é usada durante os jogos, é provavelmente a única em que as crianças são iguais, ou até melhores, do que os adultos. Portanto jogos que trabalham e usam a memória tornam-se desafiadores e engraçados para grupos compostos por adultos e crianças, até mesmo para famílias.

Uma tendência da época moderna é que a memória tem sido cada vez menos valorizada, do que outras habilidades intelectuais. E dentro do momento de jogar, acaba-se valorizando mais aqueles jogos com profundidade estratégica e por consequência a um entendimento pobre sobre o que seria jogar: que vença o melhor, como se jogar tivesse como objetivo de mostrar quem é o melhor, como se vencer provasse uma superioridade intelectual sobre os demais.

E dentro do contexto dos jogos que usam a memória não existe essa situação (ou ela é grandemente minimizada) porque aqueles que são bons com a memória de curto prazo são geralmente considerados engraçados e curiosos, e não necessariamente superiores. Existe tanta habilidade num jogo de memória quanto num jogo de xadrez, mas com menos drama.

E vamos listar 4 jogos que usam a memória para a criançada se divertir!

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Chicken Cha Cha Cha (leia nossa análise aqui)

Nessa corrida das galinhas e galos a memória é fundamental para ultrapassar os obstáculos e roubar as penas dos outros competidores. Para crianças a partir de 5 anos.

Jpeg

As Escadas Assombradas (leia nossa análise aqui)

Nessa divertida aventura, os jogadores são transformados em fantasmas no meio do caminho e a confusão começa. Para crianças a partir de 4 anos.

Tabuleiro

My First Stone Age (Leia nossa análise aqui)

Além de coletar os recursos em diversas regiões do tabuleiro é fundamental lembrar das posições de cada ficha ao redor do tabuleiro para otimizar seus movimentos. Para crianças a partir de 4 anos.

Leo

Leo (Leia nossa análise aqui)

Nesse jogo cooperativo, sua turma precisa levar Leo para cortar o cabelo, mas o caminho é longo e será necessário lembrar do que vocês já encontraram pela frente para terem sucesso.

E para você? Jogos que usam intensamente a memória fazem sucesso? Quais os seus preferidos?

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É hora de construir bombas e mais bombas em “Manhattan Project: Chain Reaction”

A corrida armamentista está cada vez maior, e a única esperança para se manter à frente é a construção de novas armas nucleares e você como ministro da Defesa você tem a missão de desenvolve-las antes dos demais…

Manhattan Project: Chain Reaction é um jogo de cartas para 1 a 5 jogadores, com duração de 20 a 30 minutos, indicado para jogadores a partir de 14 anos, lançado recentemente no Brasil pela Papergames.

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Em Chain Reaction você precisa conseguir urânio para construir suas bombas, mas para isso precisará colocar trabalhadores nas minas, fábricas e nas usinas de enriquecimento, para conseguir o “bolo amarelo”, isto é, um material composto por urânio que será depois enriquecido para gerar o urânio puro que servirá para as bombas.

Vence ao final da partida quem tiver mais pontos em bombas e urânio.

Como se joga?

Prepare a mesa, colocando as 4 localidades de referência no centro da mesa, coloque cartas de bomba na quantidade de jogadores, deixe as cartas de bolo amarelo separadas pela quantidade de cada uma, distribua cinco cartas para cada um e o jogo pode começar!

Chain Reaction é um jogo de combinação de cartas, que precisa ser feita da maneira mais efetiva possível, e para isso você possui dois tipos de cartas, os trabalhadores e as construções.

Existem 3 tipos de trabalhadores, cientistas, engenheiros e operários, que estão na parte lateral da carta, e caso sejam usados, a carta deve ser posicionada lateralmente, indicando quais são os trabalhadores que ela está oferecendo.

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Na sua vez, você pode usar uma carta como trabalhador OU como uma construção. Cada carta lhe dá uma quantidade de trabalhadores ou uma construção, e cabe a você decidir como fazer as melhores combinações usando para isso diversas cartas.

Para usar uma construção, por exemplo, você precisa disponibilizar a quantidade de trabalhadores que cada uma exige.

Nos exemplos abaixo, a mina da esquerda precisa de 3 engenheiros (parte de cima da carta) e quando colocados ali, o jogador receberá 5 bolos amarelo, o que é indicado na parte inferior da carta. Da mesma maneira a universidade à direita precisa de um trabalhador de qualquer tipo para fornecer 2 cientistas.

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Na sua vez você pode jogar quantas cartas você quiser, de maneira a obter quantos recursos conseguir e fazer quantas combinações suas cartas permitirem.

No exemplo abaixo, eu coloquei 2 engenheiros para trabalhar em uma mina, e recebi 2 bolos amarelo, dessa maneira eu gastei 2 cartas (uma carta de trabalhador e uma carta de construção).

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Já nesse outro exemplo, eu coloquei 2 trabalhadores em uma mina para receber 2 bolos amarelo, e na sequência coloquei um cientista para trabalhar em uma usina de enriquecimento, convertendo um dos bolos amarelo que recebi em urânio. Note que para essa jogada em gastei 4 cartas, e ainda fiquei com um bolo amarelo e um urânio.

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Todas as cartas jogadas na sua área de jogo são descartadas ao final da sua rodada, e todo o bolo amarelo e urânio que você produziu fica com você.

Você também pode construir bombas, pagando a quantidade de trabalhadores e recursos que cada uma delas exige.

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E caso você tenha uma bomba de valor 5 ou maior, você pode carrega-la, ganhando ainda mais pontos por isso.

Existem também cartas que deixam o jogo um pouco mais interativo, como as cartas de espionagem e agente duplo, que permitem você roubar bolo amarelo do seu adversário.

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No centro da mesa existem 4 localidades de referência que podem ser usadas na sua vez quantas vezes você desejar. Elas não são a melhor opção para gastar seus recursos, mas podem ser uma opção interessante de vez em quando.

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Acessibilidade

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Legenda da imagem: C – Visão comum / P – Protanopia / D – Deuteranopia / T – Tritanopia)

É um jogo de cartas que tem pouco texto, facilmente decorável e que não exige distinção de cores, portanto jogadores com alguma restrição visual não terão dificuldade com o jogo. Caso haja alguma dificuldade motora é indicado o uso de card holders (aprenda a fazer um aqui) para ajudar com as cartas.

Dá para jogar com crianças?

Depende um pouco da idade, pois as cartas possuem um pouco de texto, e também eles precisarão entender como fazer as melhores combinações de cartas na sequência mais otimizada, o que pode ser um desafio um tanto quanto complicado. Para os maiores não seria problema, necessitando apenas de algumas partidas para assimilarem bem a idéia do jogo.

O que achamos

Adoramos o Chain Reaction, e foi basicamente por uma razão muito simples: Os combos das cartas!

Existem jogos onde você luta o jogo todo para construir um mecanismo que vai lhe gerar pontos ou produtos assim que você conseguir os bens que precisa. E em muitos casos você sofre a partida toda tentando construir algo que pode não funcionar dependendo das circunstâncias. O Chain Reaction caminha justamente na direção oposta!

Você tem a sensação de realmente estar construindo algo, você pode usar todas as cartas que tem no seu turno, bastando apenas tentar fazer as melhores combinações possíveis.

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Em certos momentos você vai depender da sorte, ou seja, de ter as cartas que você precisa, mas você pode usar as localidades de referência, e se realmente não tiver nada de interessante você pode no final da sua vez descartar quantas cartas quiser e comprar novas até preencher sua mão com 5 cartas novamente.

É preciso ser rápido e eficiente, pois o jogo termina assim que alguém conseguir 10 pontos em bombas. Além disso a opção de carregar suas bombas lhe dá alguns pontos adicionais e cada urânio não usado também, então dependendo da diferença de pontos você pode em uma jogada aparentemente perdida ganhar o jogo, enriquecendo bolo amarelo e conseguindo urânio.

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É um jogo rápido, simples, fácil e muito agradável. O modo solo é interessante para passar o tempo e aprender a jogar.

Funciona muito bem em diversos números de jogadores, inclusive em 2 pessoas. É um jogo leve, para qualquer tipo de jogador sem entretanto perder o desafio.

E ai, vamos construir umas bombas?

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