Desenhe estradas e conecte suas uvas e fazendas em Avenue!

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Avenue, lançado no Brasil pela Papergames, é um jogo onde cada jogador vai desenhar estradas, tentando conectar o máximo de uvas às suas fazendas e castelos…

Um jogo para 1 a 10 jogadores (na verdade o número acaba sendo bem maior se todos conseguirem ver as cartas) com duração média de 15 a 20 minutos, para jogadores à partir de 14 anos.

Como se joga?

Cada jogador recebe uma folha de mapa, uma caneta ou lápis (que não acompanha o jogo). Embaralha-se o baralho de estradas e de fazendas.

Revela-se a primeira fazenda do baralho de fazenda e o jogo está pronto para começar (no exemplo abaixo a primeira fazenda a pontuar seria a B).

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O objetivo é fazer a maior quantidade de pontos ao final da partida e para isso os jogadores vão desenhando em seu mapa as estradas que vão sendo reveladas para conectar as uvas às fazendas.

A cada rodada uma fazenda será a fazenda a ser pontuada, isto é, ao final da rodada se contará quantas uvas estão conectadas. A rodada termina quanto 4 cartas de estradas de cor amarela forem reveladas. Quanto a quarta carta amarela aparece, os jogadores fazem essa estrada normalmente e depois contam seus pontos.

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O jogo se passa em 5 rodadas, ao final delas somam-se os pontos.

Na parte lateral do mapa existe um local para anotar a fazenda da rodada e cada pontuação, bem como a pontuação final dos castelos, a pontuação negativa (dos zeros que falo abaixo) e o total, mostrando assim o cuidado na concepção do jogo.

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Um pouco além da simplicidade inicial existem alguns detalhes que deixam o jogo bem interessante, como o fato de que você precisa sempre fazer mais pontos que sua fazenda anterior. Por exemplo, se na primeira rodada eu fiz 10 pontos, na próxima eu precisarei fazer mais de 10. Se eu não conseguir eu farei naquela rodada 0 (zero) pontos e cada 0 pontos no final do jogo me tiram 5 pontos.

Além disso existem 2 castelos no mapa, e no final da partida cada uva roxa ou verde conectada ao castelo roxo ou verde rende 1 ponto cada, possibilitando assim aos jogadores construírem essa pontuação de final de jogo.

Acessibilidade

É um jogo onde cada jogador precisa desenhar as estradas, e o desenho pode ser feito de qualquer maneira, desde que represente de maneira clara o tipo de estrada, então não é recomendado para pessoas com dificuldades motoras nesse sentido.

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Legenda da imagem: C – Visão comum / P – Protanopia / D – Deuteranopia / T – Tritanopia).

Além disso, quem tem dificuldade para enxergar cores pode ter um pouco de dificuldade para diferenciar os castelos, embora seja possível fazer alguma anotação no mapa para identificar cada um, não sendo isso um grande problema. As uvas possuem formatos diferentes, o que facilita na identificação de cada tipo.

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Além disso na parte inferior do mapa (como no mapa acima) existem números que identificam as estradas, sendo assim o jogador não precisa necessariamente ver qual estrada foi revelada, apenas o número da carta já é suficiente para ele se orientar, o que facilita muito o jogo!

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Dá para jogar com crianças?

Somente com os mais velhos, pois embora seja simples em sua concepção, Avenue precisa de certo planejamento e tomada de decisão com base nas cartas que vão aparecendo, o que pode ser bastante difícil para os pequenos.

O que achamos?

Um belo lançamento da Papergames, que vem para preencher a lacuna de jogos de desenhar com papel e caneta. Embora simples é muito divertido e interessante, fazendo com que cada estrada seja bem pensada para não atrapalhar seu desenvolvimento. Os castelos no final do jogo também deixam a partida com aquele planejamento de longo prazo. O uso das cartas para mostrar as estradas é ótimo pois deixa o jogo muito tático. Depois de algumas partidas você vai começar a entender as melhores decisões, o que pode deixar os novatos em certa desvantagem com quem já jogou algumas vezes.

A Papergames lançou no Brasil a versão normal que vem apenas com um bloco de mapas (mapa A) e uma versão especial que vem com 3 blocos (mapas A, B e C). Se o estilo de jogo lhe interessa compre a versão especial, pois vale à pena a diversidade de mapas.

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Se você fica preocupado com medo dos mapas acabarem você pode compra-los posteriormente ou se preferir plastificar alguns e jogar com canetinhas, apagando os mapas depois da partida. Uma excelente opção para jogar em duas pessoas, pela rapidez e pela possibilidade de jogar em qualquer lugar.

Ótimo jogo, simples, portátil, tático, dá para jogar em qualquer lugar, Avenue é obrigatório!

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É hora de fazer uma bela salada de frutas em “Fruit Salad”

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Fruit Salad, lançado no Brasil pela Editora Conclave, é um jogo infantil para 2 a 6 jogadores, com duração de 15 minutos para crianças à partir de 6 anos.

Em Fruit Salad, queremos fazer uma grande salada de frutas, e cada jogador vai contribuir para essa salada colocando as frutas que possui. E quem souber a quantidade das frutas nessa salada vai acumulando pontos!

Como se joga?

Distribui-se entre os jogadores as cartas de frutas em quantidades iguais, e cada jogador vai segurar sua pilha de cartas de frutas com a face das frutas para baixo.

Em seguida, rolam-se os dois dados do jogo e a partida está pronta para começar, como no exemplo abaixo.

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O objetivo do jogo é conseguir mais pontos, sendo que a partida termina quando alguém conseguir 4 pontos ou terminar com as cartas de frutas que estão na sua mão.

Os dados que são rolados vão indicar 2 elementos fundamentais: A fruta e sua quantidade.

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Se eu rolar, como no exemplo acima, um morango e o número 4, significa que para vencer essa rodada eu precisarei ter na salada de frutas (as cartas que vão sendo acumuladas no centro da mesa) pelo menos 4 morangos.

Cada jogador na sua vez vai pegar uma carta da sua pilha e coloca-la no centro da mesa com a face de fruta virada para cima, em seguida os próximos jogadores vão fazendo o mesmo.

Quando você desconfiar que já existe na salada de fruta a quantidade da fruta indicada pelo dado você deve colocar a mão sobre as cartas que estão no centro da mesa.

E esse é o elemento fundamental no jogo, tentar contar a quantidade de frutas que vão sendo colocadas no centro da mesa e tentar ser o mais rápido quando achar que a quantidade é a quantidade correta.

Acontece que os dados que foram rolados inicialmente podem ser rolados novamente no decorrer da partida, trazendo um “elemento surpresa”, pois a quantidade de frutas pode mudar no meio da partida, e acredite, isso vai acontecer muitas vezes.

Os dados serão rolados novamente se a carta de fruta que alguém colocar no meio da mesa trazer essa indicação, como nas duas cartas abaixo.

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Após o dado ser rolado novamente, se alguém desconfiar que já existe aquela quantidade na salada de fruta pode colocar a mão nas cartas.

Se o jogador que colocou a mão estiver certo, ele retira uma carta das que estão no centro para ele, simbolizando seu ponto, e distribui o restante para os demais jogadores.

Se ele estiver errado todas as cartas do centro vão para sua pilha.

Como já mencionamos o jogo termina assim que alguém conseguir 4 pontos ou alguém ficar sem cartas de frutas na sua mão.

Acessibilidade

É um jogo totalmente independente das cores, bastando apenas que o jogador consiga distinguir as frutas e os números, sendo portanto um jogo bem acessível para qualquer tipo de jogador.

Dá para jogar com crianças?

Sim, pois é um jogo voltado para esse público. Como trata-se de um jogo que exige memória, contar e uma certa agilidade, se for jogado com crianças de idades bem diferentes pode acabar favorecendo os mais velhos. Além disso como é necessário colocar a mão nas cartas no centro da mesa isso pode gerar uma certa confusão e disputas acirradas, portanto é bom ficar de olho para evitar algumas confusões.

O que achamos?

Uma pequena latinha, que cabe na palma da mão (e dentro de qualquer bolsa ou mochila) com uma boa produção, certamente é uma boa pedida para a criançada. Como o jogo prioriza o elemento memória isso traz de certa maneira um equilíbrio na mesa (se quiser ler uma postagem sobre os motivos para se jogar jogos que envolvem o uso da memória clique aqui).

Entretanto o fato da agilidade para se colocar a mão no centro da mesa pode frustrar um pouco se no grupo houverem adultos e crianças.

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É um jogo simples, rápido e bonito, que vai agradar a criançada, inclusive podendo ser usado com os menores para ensinar a contar e observar os padrões de frutas.

Mas chega de conversa, é hora de fazermos uma salada de frutas!

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Decore as paredes do palácio real em “Azul”

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Indicado ao famoso prêmio alemão “Spiel des Jahres” 2018, Azul é um jogo para 2 a 4 jogadores, com duração de 30 minutos, onde cada jogador assume o papel de um artista de azulejo que foi convocado pelo rei de Portugal para decorar seu palácio com os belo azulejos.

Como se joga?

Cada jogador recebe um tabuleiro, um marcador da trilha da pontuação que está na parte de cima do tabuleiro. Em seguida colocam-se no centro da mesa as “fábricas” de onde sairão os azulejos para cada jogador. O número de fábricas varia de acordo com o número de jogadores.

Depois colocamos em cada fábrica 4 azulejos sorteados aleatoriamente do saquinho de azulejos. O marcador de jogador inicial é colocado no centro da mesa também e a partida está pronta para começar.

Na partida abaixo temos a mesa pronta para 2 jogadores.

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Na sua vez você tem apenas uma jogada para fazer: Recolher azulejos ou de uma das fábricas ou do centro da mesa. Então você sempre recolherá azulejos na sua vez.

Quando você recolhe os azulejos, existe uma regra a ser seguida: Você sempre recolherá todos os azulejos daquele tipo, seja do meio ou seja de uma fábrica.

Por exemplo abaixo, na fábrica mais à direita existem 2 azulejos amarelos, então se eu quiser o amarelo, eu terei que recolher os 2. Se eu quiser recolher do centro da mesa, eu tenho que seguir a mesma regra, pegar todos do mesmo tipo, não importa a quantidade deles. Nesse caso se eu precisar de amarelo e quiser pegar do centro, terei que pegar os 4 que ali estão.

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Depois de recolhidos, o que sobrar na fábrica vai para o centro da mesa, e eles agora se tornam mais uma opção de escolha, com o passar do tempo o centro da mesa vai se tornando um lugar cheio de azulejos.

Se eu recolher do centro da mesa, eu pego o marcador de jogador inicial e ele vai para a parte inferior do tabuleiro, onde eu coloco os azulejos que não couberam na parede. Essa trilha é a que dá pontos negativos.

Os azulejos depois de recolhidos vão para a parte esquerda do seu tabuleiro, onde você tem 5 trilhas.

Você escolhe em qual fileira vai posiciona-los.

Se você eventualmente não tiver espaço para todos o que você pegou, depois de posiciona-los em alguma fileira, os demais devem ir para trilha inferior de pontos negativos.

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Depois que os azulejos terminarem de ser recolhidos, vem a parte da movimentação.

Todas as fileiras que estiverem completas do lado esquerdo terão o azulejo movido para o respectivo lugar no lado direito, sempre começando com as fileiras de cima para baixo.

As fileiras do lado esquerdo incompletas permanecem.

O jogo termina quando um jogador completar uma fileira no lado direito.

Veja o exemplo abaixo. Nesse caso o jogador moveria da esquerda para a direita as 3 primeiras fileiras que estão completas. A quarta fileira (azul) não seria movimentada pois ainda está incompleta.

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Cada azulejo movido (da esquerda para a direita) vale um ponto, e se ele estiver adjacente a outros azulejos tanto na horizontal quanto na vertical, você recebe um ponto a mais por cada um adjacente.

A pontuação é feita conforme a movimentação, sempre da primeira fileira em cima para baixo, isso é super importante pois afeta a pontuação.

No exemplo abaixo o jogador recebe:

1 ponto pelo azulejo verde

2 pontos pelo preto (1 ponto pelo preto e mais 1 pelo verde que está adjacente)

3 pontos pelo vermelho (1 pelo vermelho, mais 2 pelo preto e verde adjacentes)

Totalizando 6 pontos. Ele perde 1 ponto pois pegou o marcador de jogador inicial.

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Depois de todos os jogadores terem movido seus azulejos e contabilizados a pontuação (incluindo os pontos negativos), o marcador de jogador inicial volta para o centro da mesa, as fábricas são preenchidas novamente e o jogador que estava com o marcador de jogador inicial começa.

Ainda existem 3 padrões que dão pontos ao final da partida: Uma coluna completa vale 7 pontos, uma linha vale 2 e um conjunto de 5 do mesmo tipo completo vale 10 pontos.

Acessibilidade

Embora muito colorido, jogadores com dificuldade em distinguir cores não enfrentarão dificuldades com Azul, pois as cores se distinguem bem. Caso algum dos jogadores tenha restrição ou dificuldades com movimentos Azul pode ser um problema, pois ele exige a colocação das peças adjacentes e qualquer movimento mais brusco pode bagunçar o tabuleiro, deixando a experiência um pouco mais complicada eventualmente.

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Legenda da imagem: C – Visão comum / P – Protanopia / D – Deuteranopia / T – Tritanopia).

 Dá para jogar com crianças?

Somente com crianças um pouco mais velhas, pois o jogo exige que o jogador faça um planejamento de quais peças ele vai pegar, para tentar pontuar melhor e também tentar atingir algum padrão de pontuação final. Além disso também é necessário ficar de olho nos oponentes e também avaliar as melhores peças pelas quantidades disponíveis, então exige um pouco mais dos jogadores.

Pode-se jogar de modo mais casual também, mas é um jogo que exige um pouco mais dos participantes de uma maneira geral.

O que achamos?

Azul é um jogo abstrato, onde o tema nada importa no fim das contas. Também é um jogo sem nada de revolucionário. Entretanto seu grande charme é sua beleza, pois as peças de resina são muito bonitas, e também sua simplicidade.

É um jogo muito divertido, onde você precisa se organizar, escolher bem as peças e também pensar à longo prazo. Foi disparado o jogo mais jogado por aqui esse ano, com mais de 40 partidas, sendo que geralmente no esquema “melhor de 3”.

Funciona muito bem em 2, 3 e 4 pessoas, em 2 pessoas o jogo tende a ser um pouco mais agressivo, pois a disputa pelas peças fica mais direta, mas dá para jogar sem aquele alto nível de conflito, pois você acaba precisando priorizar seu jogo ao invés apenas de tentar atrapalhar seu oponente.

Ele abrange todo tipo de jogador, e funciona muito bem com jogadores casuais, que entenderão bem as regras e a maneira de jogar, mas que com certeza ao final da partida desejarão repetir a experiência.

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Um ponto de atenção é que o jogo pode também ser jogado de modo bastante agressivo e as vezes pode ser frustrante, pois você pode deliberadamente pegar peças que seu oponente tanto precisa, e a frustração pode acontecer ao pontuar negativamente de maneira a deixa-lo praticamente fora da disputa pela vitória (sim, é possível fazer 8, 10 ou mesmo 14 pontos negativos em uma rodada).

Se você gosta de jogos abstratos ou não faz tanta questão do tema e quer ter à mão um belo jogo para começar sua noite de jogatina ou para jogar casualmente com amigos e familiares, Azul é uma ótima opção.

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Desafie suas habilidades de sobrevivência em “Robinson Crusoe”

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Você e seus amigos sobreviveram ao naufrágio, e acabaram em uma ilha que aparentemente está deserta…mas o pior ainda está por vir, afinal quais desafios aguardam vocês nessa ilha?

Robinson Crusoe, lançado no Brasil em 2016 pela editora Conclave, é um jogo cooperativo, para 1 a 4 jogadores, com duração entre 60 a 120 minutos.

Nele, você e seus amigos assumem os papéis de náufragos, que se encontram em uma ilha após o trágico acidente, e precisam encara uma série de desafios para vencerem.

Cada partida é diferente pois o jogo vem com diversos cenários que trazem desafios e necessidades, além das dezenas de cenários criados por fãs pela internet.

Como se joga?

O jogo possui muitos componentes, o que pode ser um pouco intimidador no começo, mas que depois de organizar tudo a partida será tranquila.

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Como se trata de um jogo cooperativo, os jogadores devem escolher qual cenário será jogado. Depois prepara-se o baralho de eventos na quantidade de turnos que o cenário possui. Coloque o belíssimo tabuleiro no centro da mesa!

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Colocam-se no tabuleiro as invenções que estarão disponíveis durante a partida. Existe um número fixo de invenções que estarão presentes em todas as partidas mais algumas sorteadas aleatoriamente.

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Cada invenção tem alguns pré-requisitos e materiais necessários, que são sinalizados na parte superior da carta (o pré-requisito pode ser um terreno ou outra invenção).

Com o tabuleiro na mesa, o baralho de eventos preparado, as invenções e itens iniciais posicionados, com a peça de terreno inicial posicionada, cada jogador deve escolher seu personagem.

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O jogo conta com 4 personagens, com habilidades únicas e essenciais para vencer o jogo. No lado direito também cada um terá uma invenção que só poderá ser “inventada” pelo personagem em questão (o soldado, por exemplo, pode criar uma lança).

Após escolher seu personagem, cada um recebe dois marcadores que representam seu personagem.

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Se quiser uma partida menos difícil é possível ainda contar com a ajuda do cachorro e/ou do Sexta-feira, amigo do Robinson Crusoe.

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Vocês estão prontos para começar!

Uma das primeiras coisas que você precisa aprender a respeito do Robinson Crusoe é que ele é um jogo relativamente fácil de se jogar. O que muitas vezes assusta nele são alguns detalhes e condições específicas relacionadas com certas situações ou momentos.

Mas o jogo em si possui uma estrutura muito simples e intuitiva, indicada no próprio tabuleiro inclusive. Na parte superior esquerda existe uma lista com todas as fases que devem acontecer durante cada turno.

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Essa tabela acima, quando seguida corretamente (juntamente com um cartão de ajuda que vem no jogo) torna cada partida relativamente simples de ser jogada, então não se intimide com a quantidade de componentes, a estrutura do jogo é simples, sinalizada nessa tabela e cada fase é sinalizada também no tabuleiro, conforme a imagem abaixo:

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E cada rodada se desenvolve em 6 fases, que são:

Evento (1): Nessa fase compra-se uma carta de evento, e esse evento geralmente vai trazer alguma dificuldade no momento e também quando ele sair de jogo. Cada evento torna-se um local de ação, ou seja, um jogador poderá alocar seu personagem ali para resolver aquele evento e impedir algum problema futuro.

Depois do evento vem a fase de Moral (2), onde o jogador inicial, de acordo com a trilha de moral da equipe, recebe ou perde determinação. Determinação é o que cada jogador usa para ativar as habilidades especiais do seu personagem, portanto é essencial acumula-las.

Após a fase de Moral, vem a fase de Produção (3) onde a equipe recebe recursos disponíveis no terreno onde o acampamento está (geralmente comida e/ou madeira).

Depois da produção vem a fase de Ações (4) e essa é fase central do jogo, onde os jogadores decidirão, ao mesmo tempo, na base da conversa, quais ações serão realizadas.

Um ponto importante é que você pode realizar uma ação com 1 ou 2 marcadores do seu personagem. Se você for com apenas 1, dependendo do local, você precisará rolar alguns dados que determinarão se sua ação ocorreu com sucesso ou não. Caso vá com 2 marcadores, a ação é realizada com sucesso. Você também pode ir com outra pessoa realizar a ação, então é nessa fase que as discussões (no bom sentido) acontece.

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Os dados acima (pela cor) são rolados quando você tenta construir, coletar ou explorar com apenas um marcador. Eles podem dar determinação, vitória, eventos ou um simples fracasso.

Existem 6 ou 7 espaços de ações disponíveis. Você pode como ação:

  • Ir ao espaço de evento para resolve-lo (se houver algum).
  • Você pode caçar um animal (se houver algum).
  • Você pode construir alguma invenção, um abrigo, telhado, paliçada ou aumentar o nível da arma.
  • Você pode coletar recurso em algum terreno.
  • Você pode explorar uma peça de terreno, abrindo novos terrenos e trazendo novas possibilidades, como animais que poderão ser caçados posteriormente e marcadores que lhe darão alguns benefícios de acordo com cada cenário.

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  • Você pode aumentar o moral do grupo e ganhar determinação
  • Você pode descansar e recuperar sua vida.

E é justamente nessa fase onde vocês tentam se organizar para fazer aquilo que é fundamental para a sobrevivência do grupo e também para atingir o objetivo do cenário.

Depois de escolher as ações e resolve-las chegamos à fase de Clima (5) onde os dados de clima serão rolados se houver algum em jogo, e eles podem entrar de acordo com certas cartas ou situações, e eles sempre complicam nossa vida!

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Por fim, chegamos ao final do dia, com a sexta fase, a fase de Noite (6), nessa fase cada jogador precisa se alimentar ou recebe 2 ferimentos e os jogadores precisam dormir em um abrigo, caso contrário recebem 1 ferimento. É nessa fase que os jogadores podem mover seu acampamento para outro terreno.

Finalizada a sexta fase, o marcador de rodada é avançado no cenário (e cada cenário tem um número de rodadas diferente) e começa-se novamente na primeira fase, de evento.

Cada fase tem seus detalhes e situações, que podem ser esclarecidas na ficha que faz a breve descrição de cada rodada e também no manual.

É normal nas primeiras partidas jogar com uma ou outra regra errada, mas isso vai se ajustando com o passar do tempo.

O grupo vence se cumprir as condições de vitória que cada cenário apresentam. Caso algum personagem morra, a equipe é derrotada.

Acessibilidade

Não é um jogo que depende de cores, ou seja, qualquer pessoa consegue joga-lo, pois cada jogador fica basicamente com seu personagem e uma ou outra carta e poucos marcadores. Não existe necessidade de segurar muitas cartas, mas em contrapartida é um jogo relativamente longo e precisa da atenção e do envolvimento dos jogadores.

Dá para jogar com crianças?

Somente com os maiores, com o risco de se entediarem no meio da partida e irem embora, pois o jogo pode ser relativamente longo e existe a necessidade da participação ativa de cada jogador para uma boa experiência, então é melhor deixar a criançada fazendo alguma outra atividade, pois Robinson Crusoe não é o mais adequado.

O que achamos?

Em poucas palavras: Um dos melhores jogos cooperativos já lançados!

Bonito, bem produzido, com variedade de cenários, muito temático, Robinson Crusoe é obrigatório para quem gosta do gênero.

O jogo é difícil e isso impossibilita que tenha-se um jogador “mandando” na equipe, pois a quantidade de possibilidades é muito grande, cada jogador ainda possui habilidades especiais que podem fazer muita diferença. Sendo assim é um jogo que precisa do envolvimento e participação de todos.

Além disso é um jogo que não tem aquela quantidade de desgraças acontecendo sempre naquele mesmo momento, de maneira mais ou menos fixa (como por exemplo as cartas de infecção do Pandemic). O jogo não força os problemas sobre os jogadores, eles podem acontecer à medida que você explora as possibilidades, por exemplo, ao tentar construir uma invenção com apenas um marcador leva você a rolar os dados, e nessa rolagem você pode construir a invenção com sucesso, mas também acontece um evento que vai trazer um problema novo sobre vocês.

Sendo assim suas necessidades iniciais são comer, se abrigar e atingir o objetivo proposto pelo cenário, os demais problemas e situações vão acontecendo “naturalmente” com o desenrolar do jogo e como consequência das ações dos jogadores.

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Cada cenário é um jogo diferente, com uma sensação de jogo diferente! Dessa maneira, só a caixa base com seus cenários já é jogo que não acaba mais.

Dependendo da quantidade de jogadores e do tempo de discussão na fase de Ações, o jogo pode se estender para além de uma hora, portanto se o tempo for um fator problemático esse jogo pode não ser a melhor opção.

Depois de 2 ou 3 partidas o sistema de jogo fica mais natural e a partida fluirá melhor.

Não espere uma experiência mais simples de bons jogos cooperativos, como “Pandemic” ou “A Ilha Proibida”. Robinson Crusoe exige que você esteja atento e tentando se planejar ao máximo e seu grupo precisa estar nessa mesma pegada.

O jogo também é muito imersivo, a cada rodada você realmente sente e a urgência de construir as invenções, explorar, etc. Todos os eventos e situações possuem textos que realmente fazem sentido com o nosso contexto de náufragos e deixam cada partida com aquela sensação de uma história sendo desvendada.

Como já mencionei é normal em um momento ou outro deixar passar alguma regra, mas isso com o tempo e partidas vai sendo ajustado e não vejo como ponto negativo, mas sim como parte do aprendizado do jogo.

Novamente, se você gosta do gênero é obrigatório! Aqui em casa já jogamos em torno de 7 partidas, com 3 cenários diferentes e não enjoa. Sempre que vamos jogar ele entra na lista de possíveis candidatos.

Sobreviva se for capaz em Robinson Crusoe!

Veja aqui 37 idéias para deixar seu Robinson Crusoe ainda mais bonito.

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Trocas de mercadorias, confusão e tumulto em PIT!

Pit

PIT, dos designers Edgar Cayce, Harry Gavitt e George S. Parker é um jogo já bem antigo, pois foi lançado por volta de 1903, onde você assume o papel de um negociante no mercado que deseja monopolizar uma mercadoria. É um jogo de negociação e trocas em tempo real, para 3 a 8 jogadores, com duração de 30 minutos.

Como se joga?

O jogo possui 8 tipos de mercadorias, com 9 cartas cada uma. Separe uma mercadoria para cada jogador que participará da partida (em uma partida com 4 jogadores, por exemplo, você pegará 4 mercadorias).

Embaralhe as cartas, distribua 9 cartas para cada jogador, coloque o marcador de final da partida no meio da mesa e o jogo está pronto para começar.

Seu objetivo na partida é monopolizar uma mercadoria, ou seja, conseguir 9 cartas do mesmo tipo de mercadoria e com isso pegar o marcador de final de partida.

A partida se desenrola em tempo real, onde cada jogador vai oferecer na mesa uma quantidade de cartas da sua mão, sem revelar qual mercadoria ele está trocando. Ele pode oferecer quantas cartas quiser, com a única regra de que todas precisam ser do mesmo tipo de mercadoria.

Posso, por exemplo, oferecer 2 cartas da mercadoria OURO, ou 3 cartas de ARROZ, mas eu não posso revelara mercadoria, só a quantidade de cartas.

E fazendo essas ofertas você tentará coletar todas as cartas do mesmo tipo, para vencer. Importante lembrar que cada mercadoria tem um valor diferente, o que fará diferença na hora da pontuação.

E é justamente nessas trocas que o jogo pega fogo! Pois você tem todos os jogadores oferecendo cartas ao mesmo tempo, em quantidades diferentes.

Não existe nenhuma restrição para as trocas, ou seja, você pode trocar com a mesma pessoa diversas vezes, sendo a única restrição é sempre oferecer cartas do mesmo tipo, não importando a quantidade delas.

E fica um tal de QUATRO, quem quer QUATRO….TRÊS, TRÊS, TRÊS…UM, troco UMA!

No exemplo abaixo eu tenho mais cartas de arroz e gado (2 de cada).

Resolvo trocar 2 de arroz e começo anunciar que tenho 2 cartas para troca e alguém me oferece 2 cartas.

Ao receber minhas 2 novas cartas descubro que a pessoa me deu 2 cartas de gado.

Com essas cartas posso tentar focar em coletar cartas de gado, visto que já tenho 4 de 9.

E assim que alguém conseguir coletar as 9 cartas ele recolhe o marcador de final de partida encerrando as negociações. Avalia-se o valor da mercadoria, marcando essa pontuação para esse jogador, e uma nova rodada se inicia.

O jogo termina quando alguém conseguir 500 pontos, ou uma outra quantidade combinada entre os jogadores.

O jogo ainda possui uma variante que adiciona 2 cartas, o TOURO e o URSO. O touro serve como coringa, então você pode encerrar uma partida com 8 cartas mais o TOURO. Ou você pode ainda coletar 9 cartas e se tiver o TOURO e encerrar a partida o valor da sua mercadoria dobra.

Porém se você terminar a partida com ele na mão sem ser o vencedor da rodada você perde 20 pontos.

Já o URSO é uma carta que apenas lhe dá pontos negativos, então seu objetivo e diversão é passar o URSO para frente, trocando com alguém e dando risada na sequência…

Portanto ao usar essas cartas é possível perder 40 pontos em uma rodada, ficando com o TOURO e o URSO na mão.

Acessibilidade

É um jogo que não depende de cores, pois as mercadorias são diferentes, com desenhos bem claros, além do nome de cada uma. Porém como se trata de um jogo de troca em tempo real não é recomendado para pessoas com dificuldades para segurar cartas ou com alguma limitação motora.

Dá para jogar com crianças?

Somente com crianças mais velhas, pois é necessário segurar todas as cartas, organiza-las, trocar e avaliar o que você tem na mão em tempo real. É preciso decidir em segundos o que segurar, o que passar para frente, e as vezes acontece de você ter a mesma quantidade de cartas de mercadorias distintas na mão, o que vai exigir que você decida qual vai segurar (para tentar fazer a mão de 9 cartas) e qual você vai passar para frente.

Além disso é muito comum começar a trocar e perceber que um tipo de mercadoria está circulando na mesa, e isso exige que o jogador perceba essa tendência e comece a coleta-las para vencer, o que para a criançada não é tão simples, pois exige essa análise.

O que achamos?

PIT foi um dos primeiros jogos que compramos, antes da onda dos jogos modernos, mas que ainda tem um lugar especial aqui, simplesmente porquê é um jogo super simples de jogar e que leva o pessoal ao delírio com a confusão e o tumulto causado pelas trocas.

É muito comum acabar a partida e você ficou dependendo de apenas 1 carta, e é muito legal descobrir quem estava com ela.

Passar o URSO para frente ou mesmo o TOURO é muito engraçado dependendo do momento e além disso PIT é super simples e divertido, mas que precisa do grupo disposto a fazer as trocas e se divertir com isso, não levando as coisas muito à sério.

Ainda jogamos com uma regra diferente, onde colocamos na mesa um número X de colheres, onde X é o número de jogadores menos 1 (em uma partida com 5 pessoas teremos 4 colheres). Quando alguém completa a mão (ou seja, consegue as 9 cartas) essa pessoa recolhe uma colher. Assim que isso acontecer todos devem pegar uma colher, e quem ficar sem marca um ponto negativo. Jogando assim não contamos pontos, mas é super divertido sem o pessoal disputando as colheres.

Mas chega de conversa e vamos trocar algumas mercadorias…e ai quer trocar duas CARTAS?

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É hora de construir bombas e mais bombas em “Manhattan Project: Chain Reaction”

A corrida armamentista está cada vez maior, e a única esperança para se manter à frente é a construção de novas armas nucleares e você como ministro da Defesa você tem a missão de desenvolve-las antes dos demais…

Manhattan Project: Chain Reaction é um jogo de cartas para 1 a 5 jogadores, com duração de 20 a 30 minutos, indicado para jogadores a partir de 14 anos, lançado recentemente no Brasil pela Papergames.

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Em Chain Reaction você precisa conseguir urânio para construir suas bombas, mas para isso precisará colocar trabalhadores nas minas, fábricas e nas usinas de enriquecimento, para conseguir o “bolo amarelo”, isto é, um material composto por urânio que será depois enriquecido para gerar o urânio puro que servirá para as bombas.

Vence ao final da partida quem tiver mais pontos em bombas e urânio.

Como se joga?

Prepare a mesa, colocando as 4 localidades de referência no centro da mesa, coloque cartas de bomba na quantidade de jogadores, deixe as cartas de bolo amarelo separadas pela quantidade de cada uma, distribua cinco cartas para cada um e o jogo pode começar!

Chain Reaction é um jogo de combinação de cartas, que precisa ser feita da maneira mais efetiva possível, e para isso você possui dois tipos de cartas, os trabalhadores e as construções.

Existem 3 tipos de trabalhadores, cientistas, engenheiros e operários, que estão na parte lateral da carta, e caso sejam usados, a carta deve ser posicionada lateralmente, indicando quais são os trabalhadores que ela está oferecendo.

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Na sua vez, você pode usar uma carta como trabalhador OU como uma construção. Cada carta lhe dá uma quantidade de trabalhadores ou uma construção, e cabe a você decidir como fazer as melhores combinações usando para isso diversas cartas.

Para usar uma construção, por exemplo, você precisa disponibilizar a quantidade de trabalhadores que cada uma exige.

Nos exemplos abaixo, a mina da esquerda precisa de 3 engenheiros (parte de cima da carta) e quando colocados ali, o jogador receberá 5 bolos amarelo, o que é indicado na parte inferior da carta. Da mesma maneira a universidade à direita precisa de um trabalhador de qualquer tipo para fornecer 2 cientistas.

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Na sua vez você pode jogar quantas cartas você quiser, de maneira a obter quantos recursos conseguir e fazer quantas combinações suas cartas permitirem.

No exemplo abaixo, eu coloquei 2 engenheiros para trabalhar em uma mina, e recebi 2 bolos amarelo, dessa maneira eu gastei 2 cartas (uma carta de trabalhador e uma carta de construção).

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Já nesse outro exemplo, eu coloquei 2 trabalhadores em uma mina para receber 2 bolos amarelo, e na sequência coloquei um cientista para trabalhar em uma usina de enriquecimento, convertendo um dos bolos amarelo que recebi em urânio. Note que para essa jogada em gastei 4 cartas, e ainda fiquei com um bolo amarelo e um urânio.

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Todas as cartas jogadas na sua área de jogo são descartadas ao final da sua rodada, e todo o bolo amarelo e urânio que você produziu fica com você.

Você também pode construir bombas, pagando a quantidade de trabalhadores e recursos que cada uma delas exige.

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E caso você tenha uma bomba de valor 5 ou maior, você pode carrega-la, ganhando ainda mais pontos por isso.

Existem também cartas que deixam o jogo um pouco mais interativo, como as cartas de espionagem e agente duplo, que permitem você roubar bolo amarelo do seu adversário.

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No centro da mesa existem 4 localidades de referência que podem ser usadas na sua vez quantas vezes você desejar. Elas não são a melhor opção para gastar seus recursos, mas podem ser uma opção interessante de vez em quando.

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Acessibilidade

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Legenda da imagem: C – Visão comum / P – Protanopia / D – Deuteranopia / T – Tritanopia)

É um jogo de cartas que tem pouco texto, facilmente decorável e que não exige distinção de cores, portanto jogadores com alguma restrição visual não terão dificuldade com o jogo. Caso haja alguma dificuldade motora é indicado o uso de card holders (aprenda a fazer um aqui) para ajudar com as cartas.

Dá para jogar com crianças?

Depende um pouco da idade, pois as cartas possuem um pouco de texto, e também eles precisarão entender como fazer as melhores combinações de cartas na sequência mais otimizada, o que pode ser um desafio um tanto quanto complicado. Para os maiores não seria problema, necessitando apenas de algumas partidas para assimilarem bem a idéia do jogo.

O que achamos

Adoramos o Chain Reaction, e foi basicamente por uma razão muito simples: Os combos das cartas!

Existem jogos onde você luta o jogo todo para construir um mecanismo que vai lhe gerar pontos ou produtos assim que você conseguir os bens que precisa. E em muitos casos você sofre a partida toda tentando construir algo que pode não funcionar dependendo das circunstâncias. O Chain Reaction caminha justamente na direção oposta!

Você tem a sensação de realmente estar construindo algo, você pode usar todas as cartas que tem no seu turno, bastando apenas tentar fazer as melhores combinações possíveis.

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Em certos momentos você vai depender da sorte, ou seja, de ter as cartas que você precisa, mas você pode usar as localidades de referência, e se realmente não tiver nada de interessante você pode no final da sua vez descartar quantas cartas quiser e comprar novas até preencher sua mão com 5 cartas novamente.

É preciso ser rápido e eficiente, pois o jogo termina assim que alguém conseguir 10 pontos em bombas. Além disso a opção de carregar suas bombas lhe dá alguns pontos adicionais e cada urânio não usado também, então dependendo da diferença de pontos você pode em uma jogada aparentemente perdida ganhar o jogo, enriquecendo bolo amarelo e conseguindo urânio.

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É um jogo rápido, simples, fácil e muito agradável. O modo solo é interessante para passar o tempo e aprender a jogar.

Funciona muito bem em diversos números de jogadores, inclusive em 2 pessoas. É um jogo leve, para qualquer tipo de jogador sem entretanto perder o desafio.

E ai, vamos construir umas bombas?

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Antecipe-se, colha mais sementes e vença nesse jogo para 2 pessoas – Mancala!

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Mancala (ou jogo da semeadura, ou ainda jogo da contagem e captura) é um jogo muito antigo, que embora não tenha sua história definida de maneira muito clara é um jogo presente em muitas sociedades africanas e asiáticas, tendo em muitas delas um papel tão importante quanto o xadrez no ocidente.

É um jogo muito simples e fácil, para 2 jogadores, com duração média de 10 minutos, mas que apresenta algumas decisões interessantes ao decorrer da partida.

Como se joga?

Coloca-se o tabuleiro no centro da mesa. Distribui-se as sementes em quantidade igual nas cavidades de cada lado (menos nas cavidades laterais) e o jogo está pronto para começar.

Seu objetivo é coletar na sua cavidade lateral (a maior, que está à sua direita) a maior quantidade possível de sementes, portanto vence ao final da partida quem tiver mais sementes na sua cavidade lateral.

Na sua vez você deve escolher uma das cavidades na sua frente, pegar todas as sementes que estão ali e distribui-las em sentido anti-horário até acabarem. Essa distribuição inclusive pode continuar nas cavidades do lado adversário.

Veja o exemplo abaixo, o jogador que está controlando as cavidades inferiores escolhe movimentar sua cavidade que possui 4 sementes.

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Ele então pega todas e sai distribuindo pelas demais cavidades, em sentido anti-horário, até terminarem.

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Repare que ele deixou uma semente na sua cavidade à direita, então ele já tem 1 ponto, e além disso ele continuou a distribuição até o lado adversário. Se a distribuição chegar até a cavidade lateral do adversário você não deixa uma semente lá e continua a distribuição do seu lado.

E é justamente esse sistema de distribuição que apresenta os pontos interessantes do jogo, pelo seguintes aspectos:

  • Toda vez que sua distribuição terminar na sua cavidade à direita, você pode jogar novamente, isto é, pegar mais uma cavidade do seu lado e fazer a distribuição.
  • Toda vez que você terminar a distribuição em uma cavidade do seu lado que estava vazia, você pega todas as sementes que estão na cavidade adversária que está do outro lado e acrescenta essas sementes à sua maior cavidade, portanto, terminar em lugares vazios do seu lado vai lhe render alguns pontos!

Veja outro exemplo abaixo, eu tenho 2 sementes em uma cavidade,

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Ao movimentar essas sementes a última vai terminar em um espaço do meu lado que está vazio,

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portanto eu pego todas as sementes que estão no espaço adversário em frente, colocando-as na minha cavidade lateral, ganhando assim mais pontos!

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Quando todas as cavidades do seu lado estiverem vazias, o jogo termina e todas as sementes que tiverem ainda nas cavidades adversárias vão para ele. Contam-se as sementes e quem tiver a maioria vence.

É importante lembrar que Mancala, sendo um jogo antigo e popular, possui algumas variações e regras diferentes, que você pode descobrir pesquisando na internet por exemplo.

Acessibilidade

Como o jogo não lida com cores ele é totalmente acessível para quem tem alguma dificuldade visual com cores. Entretanto como é um jogo que manipula peças, se a pessoa tiver alguma restrição ou dificuldade com movimentos pode ter um pouco de dificuldade, embora possa jogar com auxílio da outra pessoa sem problemas.

Dá para jogar com crianças?

SIM! Mancala é ideal para ensinar adição e subtração, além de lógica e raciocínio para levar a criançada a procurar as melhores maneiras de capturar a maior quantidade de sementes. Também é adaptável, sendo que você pode começar o jogo com a quantidade de sementes que você quiser nas cavidades, deixando-o mais simples.

O que achamos?

Um jogo simples, rápido mas que entrega uma boa quantidade de decisões bacanas. Pode ainda ser usado como peça de decoração, como você pode ver abaixo!

Mancala

Além disso, é um jogo muito acessível, sendo que você pode inclusive fazer sua versão caseira (aprenda a faze-la clicando aqui).

O segredo é tentar calcular seus movimentos e antecipar-se, tentando capturar o máximo de sementes e tentar jogar algumas vezes em sequência.

É um jogo bem interessante, para qualquer público e idade, que será jogado em partidas rápidas e talvez em melhor de 3 ou 5.

A versão que temos é a Mini Mancala da MITRA jogos, conheça mais aqui.

Então chega de conversa, é hora de semear e colher em Mancala!

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