Um clássico dos jogos abstratos, Rummikub vai fazer você fritar os miolos

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Rummikub, um jogo criado pelo judeu Ephraim Hertzano, nos idos de 1930, é um jogo abstrato para 2 a 4 jogadores, onde o seu objetivo é descartar todas as suas peças, colocando-as na mesa em algumas combinações que o jogo permite.

Como se joga?

Cada jogador começa com seu suporte (para esconder suas peças) e recebe 14 peças. O jogo conta com 106 peças, em quatro cores diferentes, sendo que cada cor possui dois conjuntos numerados de 1 a 13, totalizando 104 peças, além de duas peças coringas.

Cada jogador na sua vez tem duas ações, sendo necessário escolher uma:

  • Colocar uma ou mais peças na mesa

ou

  • Comprar uma peça

Se o jogador optar por colocar uma peça na mesa ele precisa respeitar as combinações permitidas pelo jogo. Existem dois tipos de combinações: os grupos e as sequências.

  • Grupos são conjuntos de 3 ou 4 peças, do mesmo número em cores diferentes.
  • Sequências são conjuntos de 3 ou mais peças, da mesma cor e com números em sequência.

Na sua primeira jogada você pode colocar na mesa tanto grupos e/ou sequências na mesa que suas peças permitirem, mas é necessário que a soma de todos os números colocados na mesa seja no mínimo 30. Veja no exemplo abaixo, tanto no primeiro caso quanto no segundo a somatória dos números é 30 ou mais.

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Depois que você fez sua primeira jogada, nas jogadas posteriores você poderá colocar na mesa grupos e/ou sequências com suas peças, mas poderá também adicionar suas peças aos grupos e sequências que já estão na mesa (somente se você já tiver feito sua jogada inicial que deverá somar no mínimo 30).

A possibilidade de manipular as peças que estão na mesa para montar novos grupos e/ou sequências para encaixar as peças que você possui que torna Rummikub um jogo sensacional.

Você pode, por exemplo, desfazer 3 grupos para montar 2 sequências e encaixar algumas peças que você possuía na mão nessas novas sequências. Ou você pode simplesmente adicionar peças às sequências e grupos que já estão na mesa.

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No exemplo acima existem já uma sequência e um conjunto na mesa e o jogador poderia colocar o 13 no conjunto 13, além de remover um 8 da sequência formando um novo conjunto com três peças número 8 como abaixo:

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Acessibilidade

O jogo depende da visualização das cores corretamente, e caso haja alguma dificuldade desse sentido o jogador não conseguirá jogar bem, pois não existe outra identificação além da cores e números. O jogo também exige a manipulação de peças, e se o jogador tiver restrição nesse sentido pode ser prejudicado, não desfrutando do jogo da melhor maneira possível.

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Legenda da imagem: C – Visão comum / P – Protanopia / D – Deuteranopia / T – Tritanopia).

Dá para jogar com crianças?

Particularmente acho inviável, pois o jogo exige bastante em termos de possibilidades e combinações, e alguns adultos já demorarão bastante em seu turno em virtude da grande quantidade de combinações. Então acho que existem opções bem mais interessantes para os pequenos (você pode visitar nossa sessão de jogos infantis clicando aqui).

O que achamos?

Por permitir essa manipulação da mesa é que Rummikub é um clássico, que vai colocar todos para pensar e achar possibilidades para se livrar das peças em mãos. Ele entretanto pode tornar-se um jogo demorado, sendo recomendado usar um timer ou ampulheta para colocar duração na vez de cada jogador, pois as possibilidades serão grandes e talvez um jogador ou outro possam passar tempo demais pensando em maneiras de se livrar das suas peças.

É possível ainda jogar contando pontos, no sistema melhor de 3 ou 5, sendo que aquele que se livrou de todas as peças não marca pontos e as peças que ficaram na mão valem pontos negativos. Nesse caso o Coringa vale 20 pontos e vence ao final quem tiver mais pontos positivos.

Uma curiosidade é que Rummikub é um jogo muito popular, possuindo até mesmo campeonato mundial, que ocorre desde 1991 a cada 3 anos. Outro fato bacana é que em 2009 a brasileira Andréa Papazissis foi a campeã mundial. E a edição do campeonato 2018 acontece agora em Novembro, em Israel na cidade de Jerusalém (mais detalhes aqui).

Rummikub

Outra curiosidade é que o jogo foi criado para uso pessoal e depois começou a ser vendido pelo criador de porta em porta, sendo que a produção inicial era totalmente manual.

O jogo também já venceu o aclamado prêmio alemão Spiel des Jahres em 1980.

Tendo sido o mais vendido nos Estados Unidos em 1977 é um excelente jogo abstrato, muito simples, que deve fazer parte da sua coleção se você gosta do gênero ou quer um jogo bem acessível que vai colocar todos na mesa para pensar, e como é produzido pela GROW pode ser encontrado por um preço bacana, bem abaixo dos jogos abstratos nacionais.

Um clássico dos jogos abstratos, sendo uma ótima opção você e toda a família e amigos.

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Prepare-se para o baile de máscaras das joaninhas nesse jogo cooperativo infantil “Ladybug’s Costume Party”

Masken

As joaninhas estão muito animadas, afinal o grande baile de máscaras está chegando e todas querem estar prontas para participarem, mas cuidado, as formigas também querem participar…

Ladybug’s Costume Party é um jogo cooperativo para crianças, para 2 a 6 jogadores, com duração de 20 a 30 minutos. Cada jogador deve trabalhar com os demais para preparar as joaninhas para o grande baile.

Como se joga?

Monta-se o tabuleiro no centro da mesa, separa-se as formigas.

Ladybug Picnic (3)

Cada joaninha deve receber os marcadores de ponto da sua cor e serem colocadas no tabuleiro, e o jogo está pronto para começar.

É um jogo bem simples na sua execução, sendo que cada jogador na sua vez vai girar a seta que está no meio da flor. Se a seta parar apontando para uma joaninha aquele jogador pode pega-la e tentar trocar pontos com outra.

Para fazer isso basta colocar a joaninha em frente à outra, se ambas gostarem uma da outra (isto é, grudarem) você troca os pontos de cores entre elas.

Ladybug Picnic (7)

Conforme o exemplo acima, a seta parou apontando para a joaninha amarela.

Ladybug Picnic (8)

Elas gostaram uma da outra! Se não tivessem gostado elas se afastariam à medida que você tentasse encostar a amarela na rosa. Agora você precisa trocar os pontos de cores entre ambas.

Ladybug Picnic (9)

Você pode tentar ainda trocar a amarela com as outras, caso uma delas rejeite a troca seu turno encerra imediatamente e a joaninha volta para a posição dela no tabuleiro.

Ladybug Picnic (10)

Caso a seta pare entre duas folhas, pegue uma formiga e coloque na trilha das famintas formigas, que querem devorar tudo!

Ladybug Picnic (2)

Se as formigas preencherem toda a trilha delas, os jogadores perderam a partida.

Acessibilidade

É um jogo para crianças, mas tem bastante peças pequenas, então é necessário a supervisão de um adulto para evitar problemas. Além disso o jogo é bem colorido e quem eventualmente tiver daltonismo pode ter dificuldades em distinguir algumas.

Legenda da imagem: C – Visão comum / P – Protanopia / D – Deuteranopia / T – Tritanopia).

Dá para jogar com crianças?

É ótimo, pois é um jogo infantil cooperativo, muito bonito, inteligente e agradável. Tem bastante sorte envolvida e um pouco de memória, especialmente para lembrar qual joaninha já tentou trocar os pontos com qual. Como tem peças pequenas é necessário uma certa supervisão, e o jogo vem com algumas a mais em caso de perda.

Ladybug Picnic (5)

O que achamos?

Muito bonito, com peças de madeira, que traz um tema leve e agradável e chama bastante a atenção pela beleza. Como trata-se de um jogo cooperativo é ideal para passar o tempo com todos juntos. O sistema de roleta é mais prático e interessante do que o uso de um dado, por exemplo. Não é à toa que o jogo recebeu o prêmio alemão Kinderspiel em 2002 (se quiser ver quais jogos já receberam esse prêmio clique aqui). Tem bastante sorte envolvida, mas é um jogo rápido e dá para jogar algumas partidas na sequência. Crianças à partir de 4 anos (com supervisão) conseguirão desfrutar de um tempo agradável levando as joaninhas até o grande baile…

Conheça mais jogos para a criançada em nossa sessão do blog voltada para eles clicando aqui.

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Construa o prédio e escale o mais alto possível em “Rhino Hero”

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Rhino Hero é um herói rinoceronte, que deseja escalar o prédio o mais alto possível, infelizmente ele é meio pesado e as coisas nem sempre dão certo…

Rhino Hero é um jogo infantil, para 2 a 5 jogadores, com duração média de 10 minutos (geralmente bem menos do que isso) para crianças à partir de 5 anos.

Como se joga?

É um jogo de construção de prédio que exige um pouco de destreza e de escolher as melhores cartas para jogar. Cada jogador recebe 5 cartas, posiciona-se a fundação do prédio (que possui dois lados, um mais simples e outro que exige um pouco mais de destreza), colocam-se as paredes iniciais e o jogo está pronto para começar!

Rhino Hero (3)

Cada jogador na sua vez deve colocar uma carta nas paredes do andar inferior, usando essa carta como uma espécie de teto. Cada carta indica quantas paredes devem ser posicionadas em cima dela e em qual posição.

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Além disso algumas cartas possuem símbolos prateados nas bordas superior esquerda e inferior direita, indicando alguma ação especial que o próprio jogador ou o próximo deve fazer.

Por exemplo, a carta acima à esquerda ao ser colocada em jogo exige que o próximo jogador coloque a figura do Rhino Hero naquele andar, antes de colocar as paredes e o próximo teto. A carta do meio muda o sentido do jogo e a carta da direita permite que o jogador coloque na sua vez 2 cartas de teto no prédio ao invés de apenas uma.

Seu objetivo para vencer é esvaziar sua mão, vencendo quem ficar sem cartas primeiro.

Dessa maneira, o prédio vai sendo construído rodada após rodada.

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Andar após andar vai sendo construído no decorrer da partida!

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E se o prédio cair, o jogador que o derrubou perde e vence quem dos demais jogadores tiver menos carta!

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Acessibilidade

É um jogo que não depende de cores, apenas de manusear cartas, sendo assim recomendado para crianças que já tenham coordenação motora para colocar as cartas no prédio. Se forem muito pequenas poderão amassar as cartas ou simplesmente não conseguir coloca-las no prédio.

Dá para jogar com crianças?

SIM! É um jogo infantil, muito divertido, que exige destreza para montar o prédio e também saber a hora certa de usar cada carta. É um jogo fácil e envolve para toda a criançada.

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O que achamos?

Uma ótima pedida para jogar com a criançada. Fácil, simples, com decisões na medida certa para eles. Cada partida pode durar apenas alguns minutos, ou seja, dá para jogar, 5, 6, 10 partidas em uma hora.

O jogo tem uma caixa pequena, ideal até para transportar, não exige muito espaço e tem componentes de boa qualidade. Só é necessário tomar um certo cuidado para não estragar as cartas, o manuseio precisa ser correto, senão elas podem amassar e comprometer o jogo.

Infelizmente ainda não foi lançado no Brasil, mas vale ficar de olho, pois é uma ótima opção de jogo infantil.

Super recomendado! E ai, vamos construir um prédio e escalar até as alturas?

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29 jogos de tabuleiro para crianças que você deve conhecer (Parte 1)

O famoso prêmio alemão de jogos de tabuleiro, o Spiel des Jahres também faz a premiação de jogos infantis.

Assim como o Spiel des Jahres é a premiação para jogos familiares o Kinderspiel des Jahres é a premiação para jogos voltados para o público infantil. Foi no ano de 2001 que a premiação foi oficialmente lançada, porém antes dessa data era uma espécie de premiação especial para o melhor jogo infantil, e como essencialmente são a mesma premiação, os jogos que receberam essa premiação de 1989 até 2000 são os jogos que ganharam o Kinderspiel des Jahres.

Vamos começar a dar uma olhada nos 29 jogos que foram premiados até hoje e ajuda-lo a conhecer mais jogos para a criançada e quem sabe a escolher um próximo jogo para eles.

1989 – Gute Freunde, designer Alex Randolph

Gute

Os sapinhos estão buscando ouro e prata. Organize as 12 vitória-régias na mesa e saia pulando com os sapinhos em busca de mais moedas, quem coletar mais moedas vence. Para crianças à partir de 5 anos.

1990 – My Haunted Castle, designer Virginia Charves

Haunted 2

Um jogo bem simples para crianças voltado para memória, com tema de uma casa assombrada. Para crianças à partir de 6 anos.

1991 – Piraten-Abenteuer, designer Wolfgang Kramer

Piraten 2

Em Piraten os jogadores foram forçados a se refugiar próximos à uma ilha e agora são obrigados a trabalharem em equipe para mover todos os barcos em segurança enquanto evitam os piratas que patrulham a região. Para crianças à partir de 4 anos.

1992 – Galloping Pigs, designer Heinz Meister

Galloping 2

Galloping Pigs é um lindo jogo onde os jogadores estão coletando pontos na forma de comida. Porquinhos de plástico são colocados em uma trilha feita de cartas em formato circular, e os jogadores escolhem cartas para movimentar os porquinhos, sendo que o que estiver na liderança ao final da movimentação recebe uma carta de comida. Para crianças à partir de 6 anos.

1993 – Ringel-Rangel, designer Geni Wyss

Ring

Ringel Rangel é um belo jogo que ajuda as crianças a se planejar para jogadas futuras, onde os jogadores movimentarão tartarugas através de obstáculos. Para crianças à partir de 5 anos.

1994 – Loopin’ Louie, designer Carol Wiseley

Loopin

Com diversas versões disponíveis, em Loopin Louie você deve proteger suas galinhas do piloto maluco. Para crianças à partir de 4 anos.

1995 – Karambolage, designer Heinz Meister

Karambolage

Em Karambolage o jogador precisa lançar o disco de uma das cores em um disco de outra cor. Se ele conseguir pode continuar, se falhar ele perde todos os pontos acumulados naquela rodada. Para crianças à partir de 6 anos.

1996 – Vier zu mir! designer Heike Baum

Vier

Mais um jogo com foco na memória da criançada, onde o objetivo dos jogadores é encontrar conjuntos de 4 animais para combinar com o que é mostrado em suas cartas. Uma vez que a combinação foi feita o jogador recebe um ponto e ao final da partida quem tiver mais pontos vence. Para crianças à partir de 5 anos.

1997- Leinen los! designer Alex Randolph

Leinen

O objetivo em Leinen los! é empurrar um pequeno barco de madeira evitando os obstáculos. Parece fácil, mas os barcos são compostos por duas partes, o motor e o resto do barco, então nem sempre é fácil fazer o movimento na direção correta. Para crianças à partir de 6 anos.

Leinen 2

1998 – Chicken Cha Cha Cha, designer Klaus Zoch

Já disponível no Brasil pela DEVIR (se quiser ler nossa análise completa e conhecer mais o jogo clique aqui) Chicken Cha Cha Cha é mais um jogo de memória onde as galinhas e galos estão em uma corrida, e cada acerto aproxima você dos adversários, vence quem roubar as penas de todos.

1999 – Kayanak, designer Peter-Paul Joopen

Kayanak

Em Kayanak os jogadores tentam pegar peixes através de buracos no gelo, para crianças à partir de 6 anos. Os peixes são representados por bolinhas de metal de diversos tamanhos, o primeiro jogador que pegar 10 peixes vence.

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2000 – Arbos, designer Martin Arnold & Armin Müller

Arbos

Um jogo de destreza para crianças à partir de 6 anos, onde cada jogador precisa colocar galhos e folhas de madeira ao redor do tronco.

2001 – Klondike, designer Stefanie Rohner e Christian Wolf

Para jogadores a partir de 6 anos cada um retira bolinhas de madeira do saco. As pretas são cascalhos e as amarelas pepitas de ouro.

O jogador coloca suas pepitas na peneira (um prato de alumínio) e tenta peneirar o ouro enquanto os demais jogadores apostam no resultado.

2002 – Maskenball der Käfer, designer Peter-Paul Joopen

Masken

Nesse jogo cooperativo para crianças a partir de 4 anos, as joaninhas precisam se preparar para a festa, mas cuidado com as formigas que também querem participar do piquenique. Para vencer é necessário mandar todas as joaninhas bem coloridas para a festa.

2003 – Viva Topo! designer Manfred Ludwig

Viva Topo

Para crianças a partir de 4 anos, os jogadores precisam avançar com os ratinhos em diferentes trilhas para ganhar queijos, mas cuidado com o gato que está perseguindo a todos.

Qual desses chamou mais sua atenção?

E na próxima parte veremos mais 15 jogos de tabuleiro para crianças que você deve conhecer.

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Seja mais rápido que seus amigos e escape do tubarão em Get Bit!

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Get Bit! lançado no Brasil pela editora Conclave é um divertido jogo para toda a família, onde os participantes são piratas, que tentaram um motim em alto mar, que não deu muito certo (aliás, não deu nada certo) e que acabou com todo os revoltosos lançados ao mar. Os problemas terminariam ai se a jornada até a praia não fosse longa o suficiente para aparecer um tubarão que vai aos poucos devorando os piratas.

Embora possa parecer um tanto quanto perturbador pensar nos piratas sendo devorados, o jogo é bastante simples e divertido, especialmente para a criançada.

Cada partida dura em média 10 a 15 minutos, para 2 a 6 jogadores à partir de 6 anos.

Como se joga?

Cada jogador recebe um pirata articulado e algumas cartas, numeradas de 1 a 7. O verso do manual da Conclave é um playmat onde os piratas e o tubarão serão posicionados.

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Cada jogador posiciona seu pirata aleatoriamente em uma fileira e o jogo está pronto para começar!

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Cada jogador então escolhe secretamente uma carta e coloca-a na mesa, com a face virada para baixo. Todos escolhem simultaneamente e uma vez que todos escolheram as cartas são reveladas, o que vai agora decidir a ordem de movimentação.

A carta de menor valor determina qual pirata será movido para o começo da fileira. Então, por exemplo, se a menor carta da mesa for um 2 vermelho, o pirata vermelho deve ser colocado no início da fila. Conforme a figura abaixo, ele sairia do último lugar indo para o primeiro.

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E todos os piratas são movimentados, seguindo o valor das cartas, do menor para o maior. Caso haja algum empate, aqueles piratas não saem do lugar.

Após a resolução de todas as cartas vem a hora da mordida: O último pirata da linha perde um dos seus membros e pula automaticamente para o começo da linha. Todas as cartas são descartadas, e o pirata mordido recebe de volta todas as suas cartas descartadas, ficando com a mão “cheia” novamente.

O jogo termina assim que restarem apenas dois piratas, sendo o que estiver na frente considerado o vencedor.

O jogo ainda conta com algumas variantes para 2, 3 jogadores, partidas com cartas descartadas abertas ou fechadas e partidas mais longas.

Acessibilidade

O jogo não tem uma grande dependência de cores, embora quem tenha dificuldade de visualizar possa ter algum prejuízo para identificar as cartas já jogadas (caso joguem com a pilha de descarte aberta). Além disso não é necessário segurar cartas, portanto o jogo é bem acessível tanto para crianças quanto para pessoas com daltonismo.

Dá para jogar com crianças?

Sim, porém é um jogo que tem um pouco de blefe, dedução e leitura de mesa, de modo que a criança precisa ter noção desses aspectos para tentar jogar as cartas mais interessantes. Se for um grupo somente de crianças dá para jogar perfeitamente.

O que achamos?

Get Bit! é um jogo bem interessante, rápido, simples e que vai proporcionar muitas risadas na mesa. A leitura da mesa, do que os outros já jogaram, o blefe e a dedução são componentes presentes no jogo. A quantidade de jogadores é ideal e as partidas serão rápidas, afinal é apenas escolher uma carta.

Alguns pontos para pensar, entretanto: O tamanho da caixa é desnecessário, seria mais interessante se a Conclave tivesse trazido a versão de latinha, bem mais compacta. Além disso o jogo vem com adesivos para colar nos piratas, mas eles não são interessantes, especialmente por ficarem descolando. Não é essencial, mas existe esse detalhe.

Outro fator é a eliminação de jogadores, mas como as partidas são rápidas isso não é necessariamente um problema.

É o jogo ideal para começar a noite de jogos, ou para apresentar para quem não joga muito ou para jogar com a família, afinal, em Get Bit! você não precisa ser mais rápido que o tubarão, apenas mais rápido que seus amigos 🙂

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Desenhe estradas e conecte suas uvas e fazendas em Avenue!

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Avenue, lançado no Brasil pela Papergames, é um jogo onde cada jogador vai desenhar estradas, tentando conectar o máximo de uvas às suas fazendas e castelos…

Um jogo para 1 a 10 jogadores (na verdade o número acaba sendo bem maior se todos conseguirem ver as cartas) com duração média de 15 a 20 minutos, para jogadores à partir de 14 anos.

Como se joga?

Cada jogador recebe uma folha de mapa, uma caneta ou lápis (que não acompanha o jogo). Embaralha-se o baralho de estradas e de fazendas.

Revela-se a primeira fazenda do baralho de fazenda e o jogo está pronto para começar (no exemplo abaixo a primeira fazenda a pontuar seria a B).

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O objetivo é fazer a maior quantidade de pontos ao final da partida e para isso os jogadores vão desenhando em seu mapa as estradas que vão sendo reveladas para conectar as uvas às fazendas.

A cada rodada uma fazenda será a fazenda a ser pontuada, isto é, ao final da rodada se contará quantas uvas estão conectadas. A rodada termina quanto 4 cartas de estradas de cor amarela forem reveladas. Quanto a quarta carta amarela aparece, os jogadores fazem essa estrada normalmente e depois contam seus pontos.

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O jogo se passa em 5 rodadas, ao final delas somam-se os pontos.

Na parte lateral do mapa existe um local para anotar a fazenda da rodada e cada pontuação, bem como a pontuação final dos castelos, a pontuação negativa (dos zeros que falo abaixo) e o total, mostrando assim o cuidado na concepção do jogo.

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Um pouco além da simplicidade inicial existem alguns detalhes que deixam o jogo bem interessante, como o fato de que você precisa sempre fazer mais pontos que sua fazenda anterior. Por exemplo, se na primeira rodada eu fiz 10 pontos, na próxima eu precisarei fazer mais de 10. Se eu não conseguir eu farei naquela rodada 0 (zero) pontos e cada 0 pontos no final do jogo me tiram 5 pontos.

Além disso existem 2 castelos no mapa, e no final da partida cada uva roxa ou verde conectada ao castelo roxo ou verde rende 1 ponto cada, possibilitando assim aos jogadores construírem essa pontuação de final de jogo.

Acessibilidade

É um jogo onde cada jogador precisa desenhar as estradas, e o desenho pode ser feito de qualquer maneira, desde que represente de maneira clara o tipo de estrada, então não é recomendado para pessoas com dificuldades motoras nesse sentido.

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Legenda da imagem: C – Visão comum / P – Protanopia / D – Deuteranopia / T – Tritanopia).

Além disso, quem tem dificuldade para enxergar cores pode ter um pouco de dificuldade para diferenciar os castelos, embora seja possível fazer alguma anotação no mapa para identificar cada um, não sendo isso um grande problema. As uvas possuem formatos diferentes, o que facilita na identificação de cada tipo.

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Além disso na parte inferior do mapa (como no mapa acima) existem números que identificam as estradas, sendo assim o jogador não precisa necessariamente ver qual estrada foi revelada, apenas o número da carta já é suficiente para ele se orientar, o que facilita muito o jogo!

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Dá para jogar com crianças?

Somente com os mais velhos, pois embora seja simples em sua concepção, Avenue precisa de certo planejamento e tomada de decisão com base nas cartas que vão aparecendo, o que pode ser bastante difícil para os pequenos.

O que achamos?

Um belo lançamento da Papergames, que vem para preencher a lacuna de jogos de desenhar com papel e caneta. Embora simples é muito divertido e interessante, fazendo com que cada estrada seja bem pensada para não atrapalhar seu desenvolvimento. Os castelos no final do jogo também deixam a partida com aquele planejamento de longo prazo. O uso das cartas para mostrar as estradas é ótimo pois deixa o jogo muito tático. Depois de algumas partidas você vai começar a entender as melhores decisões, o que pode deixar os novatos em certa desvantagem com quem já jogou algumas vezes.

A Papergames lançou no Brasil a versão normal que vem apenas com um bloco de mapas (mapa A) e uma versão especial que vem com 3 blocos (mapas A, B e C). Se o estilo de jogo lhe interessa compre a versão especial, pois vale à pena a diversidade de mapas.

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Se você fica preocupado com medo dos mapas acabarem você pode compra-los posteriormente ou se preferir plastificar alguns e jogar com canetinhas, apagando os mapas depois da partida. Uma excelente opção para jogar em duas pessoas, pela rapidez e pela possibilidade de jogar em qualquer lugar.

Ótimo jogo, simples, portátil, tático, dá para jogar em qualquer lugar, Avenue é obrigatório!

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É hora de fazer uma bela salada de frutas em “Fruit Salad”

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Fruit Salad, lançado no Brasil pela Editora Conclave, é um jogo infantil para 2 a 6 jogadores, com duração de 15 minutos para crianças à partir de 6 anos.

Em Fruit Salad, queremos fazer uma grande salada de frutas, e cada jogador vai contribuir para essa salada colocando as frutas que possui. E quem souber a quantidade das frutas nessa salada vai acumulando pontos!

Como se joga?

Distribui-se entre os jogadores as cartas de frutas em quantidades iguais, e cada jogador vai segurar sua pilha de cartas de frutas com a face das frutas para baixo.

Em seguida, rolam-se os dois dados do jogo e a partida está pronta para começar, como no exemplo abaixo.

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O objetivo do jogo é conseguir mais pontos, sendo que a partida termina quando alguém conseguir 4 pontos ou terminar com as cartas de frutas que estão na sua mão.

Os dados que são rolados vão indicar 2 elementos fundamentais: A fruta e sua quantidade.

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Se eu rolar, como no exemplo acima, um morango e o número 4, significa que para vencer essa rodada eu precisarei ter na salada de frutas (as cartas que vão sendo acumuladas no centro da mesa) pelo menos 4 morangos.

Cada jogador na sua vez vai pegar uma carta da sua pilha e coloca-la no centro da mesa com a face de fruta virada para cima, em seguida os próximos jogadores vão fazendo o mesmo.

Quando você desconfiar que já existe na salada de fruta a quantidade da fruta indicada pelo dado você deve colocar a mão sobre as cartas que estão no centro da mesa.

E esse é o elemento fundamental no jogo, tentar contar a quantidade de frutas que vão sendo colocadas no centro da mesa e tentar ser o mais rápido quando achar que a quantidade é a quantidade correta.

Acontece que os dados que foram rolados inicialmente podem ser rolados novamente no decorrer da partida, trazendo um “elemento surpresa”, pois a quantidade de frutas pode mudar no meio da partida, e acredite, isso vai acontecer muitas vezes.

Os dados serão rolados novamente se a carta de fruta que alguém colocar no meio da mesa trazer essa indicação, como nas duas cartas abaixo.

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Após o dado ser rolado novamente, se alguém desconfiar que já existe aquela quantidade na salada de fruta pode colocar a mão nas cartas.

Se o jogador que colocou a mão estiver certo, ele retira uma carta das que estão no centro para ele, simbolizando seu ponto, e distribui o restante para os demais jogadores.

Se ele estiver errado todas as cartas do centro vão para sua pilha.

Como já mencionamos o jogo termina assim que alguém conseguir 4 pontos ou alguém ficar sem cartas de frutas na sua mão.

Acessibilidade

É um jogo totalmente independente das cores, bastando apenas que o jogador consiga distinguir as frutas e os números, sendo portanto um jogo bem acessível para qualquer tipo de jogador.

Dá para jogar com crianças?

Sim, pois é um jogo voltado para esse público. Como trata-se de um jogo que exige memória, contar e uma certa agilidade, se for jogado com crianças de idades bem diferentes pode acabar favorecendo os mais velhos. Além disso como é necessário colocar a mão nas cartas no centro da mesa isso pode gerar uma certa confusão e disputas acirradas, portanto é bom ficar de olho para evitar algumas confusões.

O que achamos?

Uma pequena latinha, que cabe na palma da mão (e dentro de qualquer bolsa ou mochila) com uma boa produção, certamente é uma boa pedida para a criançada. Como o jogo prioriza o elemento memória isso traz de certa maneira um equilíbrio na mesa (se quiser ler uma postagem sobre os motivos para se jogar jogos que envolvem o uso da memória clique aqui).

Entretanto o fato da agilidade para se colocar a mão no centro da mesa pode frustrar um pouco se no grupo houverem adultos e crianças.

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É um jogo simples, rápido e bonito, que vai agradar a criançada, inclusive podendo ser usado com os menores para ensinar a contar e observar os padrões de frutas.

Mas chega de conversa, é hora de fazermos uma salada de frutas!

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