Jogos com informações ocultas!

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Nos jogos de tabuleiro existe um conceito que é objeto as vezes de muito debate, a idéia da “informação escondida”. Grande parte da discussão gira em torno dessa questão favorecer quem tem boa memória, e se realmente é algo positivo ou não.

Muitos jogos possuem esse aspecto da informação escondida como uma parte importante ou nem tanto, por exemplo, se pegarmos o Catan a maior parte das informações do jogo está aberta e disponível para todos, com exceção de algumas cartas não usadas de desenvolvimento. No Puerto Rico todas as construções e papéis que os jogadores poderão selecionar estão abertas, com exceção das plantações que virão posteriormente. Muitos jogos precisam desse aspecto para funcionar bem, entretanto outros não dependem em nada disso, um grande exemplo é o Xadrez onde não existe absolutamente nenhuma informação escondida (com exceção das jogadas que ainda estão nas mentes dos jogadores). Já em jogos cooperativos grande parte das informações estão escondidas e são reveladas à medida que o jogo se desenrola. Jogos de dedução como The Resistance tem algo escondido de todos os jogadores, nesse caso o papel de cada um. A grande pergunta é “quanta informação deve ser escondida (se alguma deve) no jogo?”. Talvez se muita informação estiver disponível o jogador comece a tomar nota ou, como nos jogos de cartas, comece a cartas cartas para ver quantas ainda faltam, e quem tiver memória privilegiada com certeza terá alguma vantagem sobre quem não consegue manter esse tipo de informação. Isso também pode elevar o tempo de duração do jogo, já que os jogadores começarão a rastrear a informação e lembrar o que já está disponível.

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Jogos cooperativos, como “The Grizzled” possuem bastante informação oculta

Essa discussão precisa também levar em conta o tipo de jogo, sua proposta e o tipo de grupo a que se destina. Afinal informação escondida pode aumentar a interação entre os jogadores, dependendo assim mais do estilo dos jogadores do que de qualquer outra coisa para tornar o jogo interessante.

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The Resistance e o papel oculto de cada jogador

Muitos não gostam de informação escondida por isso tirar o controle que eles possuem sobre o jogo e por muita vezes envolver discussões, mas isso realmente vai depender do jogo, sua proposta e do grupo, afinal um jogo mais festivo e descontraído com rápida duração não deve ser levado tão a sério tanto quanto um jogo mais denso e estratégico.

Enfim, jogos com informação escondida dependem de quanta informação está oculta, por quanto tempo e de quem. Vão depender essencialmente do equilíbrio das informações ocultas e também do público alvo e perfil dos jogadores.

E você, gosta de jogos com informação escondida?

 

Além do Muro, 39 edição e a nossa participação!

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Estivemos presente na 39 edição do “Além do Muro” um dos maiores (senão o maior) evento de Board game do Brasil, realizado em Jundiaí, SP, na associação Nipo-Brasileira da cidade.

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Como sempre fomos muito bem recebidos e o evento é realmente muito bem organizado com espaço amplo, estacionamento, alimentação, banheiro, enfim, um ótimo espaço para toda a família!

Jogamos (como de costume) alguns títulos disponíveis no acervo do evento, com destaque para o interessante “Tsuro of the seas“.

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Mas um dos pontos altos do evento foi a possibilidade de conhecer pessoalmente e bater um papo com o Marcos Macri, da MS Jogos, que estava inclusive apresentando o próximo relançamento da MS, o Shazam. Tive a oportunidade de jogar uma partida, com 4 jogadores, com os componentes bem próximos da versão final, e o jogo está excelente! Nunca tinha jogado e o jogo é muito bom, leve porém com decisões interessantes e com um sistema bacana de duas fases, onde tudo aquilo que você fez na primeira será decisivo para a vitória na segunda fase. Perdi no terceiro critério de desempate! Enfim, foi um grande prazer conhecer o Marcos e também experimentar o próximo relançamento dele.

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A miniatura é ilustrativa e não faz parte do jogo 🙂

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Outro ponto alto do evento foi a possibilidade de conhecer o Moisés Pacheco, um dos designers do “Grasse“, jogo que foi desenvolvido principalmente por sua esposa, a Bianca, e que está muito bacana!

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O jogo está com uma arte muito bonita, ótimas ilustrações e a proposta de jogo muito interessante, pois em Grasse somos produtores de perfumes, e devemos coletar os elementos que precisamos para produzir perfumes. O jogo tem diversas possibilidades e caminhos para a vitória. As mecânicas estão bem amarradas, o jogo tem bastante variedade nas ações e com certeza será um jogo que precisará ser jogado algumas vezes até você perceber todas as possibilidades e caminhos para a vitória. Como de costume perdi, mas pelo menos dessa vez a “desculpa” foi o alto nível dos oponentes, afinal joguei contra o Moisés e o Diego do canal Coronel Mostarda.

O Grasse já estava no meu radar especialmente pelo tema diferente e interessante, e agora que foi possível experimenta-lo, já entrou na lista de desejo. Parabéns para a Bianca e o Moisés.

Também foi possível ver alguns jogos que estão chegando ao Brasil, como o Alhambra e o Yokohama

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Resumindo, se você está na região, vale a pena visitar o evento! Tem muita coisa, protótipos, lançamentos, novidades, você pode jogar algo do acervo deles ou levar seu jogo, pode combinar com os amigos de ir jogar lá, conhecer gente nova. Tem boa comida no local, é bem espaçoso, tem bastante mesa, tem o pessoal da BG Express para você comprar algum lançamento ou aproveitar alguma promoção (eu sempre acabo comprando algum…).

Além do Muro vem se consolidando como um evento de referência no cenário nacional, participe! (eles tem uma campanha de apoio no Padrim, saiba mais aqui).

 

O “Círculo Mágico” e os jogos de tabuleiro

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Em um podcast recente, o pessoal do Dice Tower falou um pouquinho a respeito da questão de jogos com temas de bebida alcoólicas, e a maioria dos jogos que possuem esse tipo de tema são jogos onde o vencedor será aquele que beber mais.  E por conta do perigo que esse tipo de ação pode ter na vida de uma pessoa, eles falaram um pouco de um conceito novo para mim, a questão do círculo mágico e a relação dele com os jogos que tratam da questão da bebida.

Independente da opinião sobre os jogos que tratam de bebidas, achei interessante esse conceito do círculo mágico e dei uma pesquisada então a respeito para saber do que se tratava e como isso estaria ligado aos jogos de tabuleiro.

Existe uma discussão interessante no mundo acadêmico a respeito de como os jogos (em geral) interagem com a realidade e como podem influencia-las. Recentemente ouvi a respeito de um termo utilizado para descrever esse tipo de interação, o chamado “Círculo Mágico” e resolvi pesquisar e escrever um pouco a respeito de como essa interação entre jogo e realidade acontece.

Jogar um jogo é muitas vezes descrito como entrar em um mundo alternativo, assumir o papel de um personagem e então desenvolver ações em uma outra realidade. Na verdade existe um conceito por trás da idéia do jogar, que é a teoria do “Círculo Mágico”, que foi desenvolvida por Johan Huizinga em seu trabalho “Home Ludens” em 1955 e pode ser descrita como a idéia de um espaço governado por regras especiais, criado pelos jogadores e com as regras e definições estabelecidas por eles, e assim como outros tipos de espaços, o espaço de jogar é social em sua origem, sendo assim o lugar onde o jogo acontece.

Jogar significaria então entrar no círculo mágico, ou mesmo criando um assim que o jogo começa. O círculo mágico pode ter componentes físicos como um tabuleiro, ou um campo onde uma competição de atletismo acontecerá, e as ações e eventos ali podem ter um significa especial

Esse espaço então seria um fenômeno onde os jogadores decidem jogar e por consequência consentem em entrar nesse espaço especial, social e psicológico do jogo.

Um exemplo que poderia ser usado como prova da existência do “Círculo Mágico” seria uma família jantando, todos sentados ao redor da mesa, e uma pessoa decide pegar o saleiro. Outra pessoa então resolve afastar mais o saleiro ou bloquear o acesso da pessoa que deseja pega-lo. Essa situação durante o jantar seria considerada rude e problemática. Porém se as mesmas pessoas estivessem jogando um jogo que envolvesse a captura de peças ou bloqueio da outra pessoa, essas ações não seria problemáticas por estarem dentro do contexto e conceito do jogo.

Adicione-se ainda o fato de que convenções especiais são estabelecidas dentro do círculo mágico, como o fato de que ao jogar você pode (e deve) tentar vencer às custas dos outros jogadores, o que pode levar em alguns casos de derrotas ou vitórias as consequências fora do círculo mágico, como por exemplo, casos onde o jogador decide perder uma partida para preservar um relacionamento.

Como se trata de um lugar com as fronteiras imperfeitas, seria complicado se algumas coisas do círculo mágico se transpusessem para a realidade, mas mesmo assim ainda é possível perceber uma relação (embora não seja tão fácil de mensurar o grau de importância de cada uma) entre vencer, manter o jogo interessante e gerenciar a situação social, pois alguns preferirão vencer a qualquer custo enquanto outros preferirão ter uma interação mais interessante com os outros jogadores mesmo que isso lhe custe a vitória no final.

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Por conta disso é importante perceber a existência do círculo mágico e como a negociação dos seus termos é importante entre os jogadores, além disso esses conceitos podem ser pontos interessantes no desenvolvimento de jogos e de como os temas, mecânicas, objetivos e ações do jogo podem contribuir para o desenvolvimento pessoal e social do jogador.

Será que as regras estabelecidas dentro do círculo mágico não exigem do jogador uma atitude que lhes será prejudicial em sua vida fora do círculo? Não seria interessante pensar em jogos que estimulem características e habilidades que seriam úteis fora do círculo?

Questões interessantes para pensarmos 🙂

Alguns artigos (em inglês) a respeito do assunto de onde tirei algumas idéias e exemplos que coloquei no texto acima:

http://gamingconceptz.blogspot.com.br/2012/10/huizingas-magic-circle.html

http://www.academia.edu/2595537/The_magic_circle_and_the_puzzle_piece

O podcast do Dice Tower que tratou da questão pode ser acessado aqui

 

 

 

Jack Vasel Memorial Fund – A fundação criada por Tom Vasel

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A fundação “Jack Vasel Memorial Fund” foi criada em Abril de 2011, em memória ao filho do Tom Vasel, Jack Vasel. Tom Vasel é uma das pessoas mais influentes na comunidade dos jogos de tabuleiro, sendo o dono do canal “Dice Tower”. Tom foi suportado pela comunidade no momento da perda de seu filho, e sentindo-se impressionado pela ajuda e conforto que veio da comunidade nasceu então essa iniciativa e o propósito da fundação é justamente coletar e providenciar ajuda aos membros da comunidade de jogos de tabuleiro que estão passando por momentos difíceis.

Existem algumas histórias no site da fundação de pessoas que foram ajudadas por eles, e são histórias bacanas, mostrando realmente que essa iniciativa do Tom foi muito nobre e útil.

Se quiser conhecer mais pode acessar o site da fundação clicando aqui (site em inglês).

Faça você mesmo – Card Holder

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Recentemente sentimos a necessidade de providenciar um card holder, especialmente para facilitar em jogos infantis que lidam com uma certa quantidade de cartas, como Ticket to Ride First Journey (leia nossa análise sobre esse jogo aqui) ou a Ilha Proibida (leia nossa análise sobre esse jogo aqui).

Mas nem sempre dá para encontrar no preço mais interessante, as vezes tem frete, não tem para pronta entrega, enfim, não havia encontrado nada satisfatório. Foi quando então encontrei uma lousa infantil velha aqui em casa, que estávamos para jogar fora, e resolvi aproveitar a moldura da lousa para fazer o card holder.

Materiais que usei:

  • Borda / moldura da lousa
  • Lixa para madeira
  • Serra
  • Cola de madeira
  • Palito de sorvete
  • Tinta em spray

Como eu já possuía todos os materiais, não precisei comprar nada, somente gastei tempo para ver se daria certo fazer o card holder.

Preparei as madeiras, cortando cada borda / moldura ao meio, de maneira a ter 8 peças de tamanhos diferentes (pois a lousa era retangular, ou seja, 2 bordas eram maiores que as outras).

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Na imagem acima, a primeira peça é uma das bordas da lousa inteira, as demais peças são as bordas já serradas e lixadas.

Peguei duas peças de tamanho diferente e colei, usando cola de madeira mesmo. A secagem foi rápida e fixou bem as duas partes. Um problema que constatei foi que ao começar colocar cartas o card holder tombava para trás. Resolvi isso colando um palito de sorvete na parte de trás, que resolveu o problema da sustentação.

Após isso, aproveitei uma tinta em spray e fiz a pintura das peças, o acabamento não ficou 100% mas já atendeu minha necessidade.

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Ou seja, com um pouco de paciência e atenção, muitas vezes encontramos maneiras de fazer esse tipo de coisa aproveitando materiais que já temos e gastando pouco.

Se quiser mais idéias de card holder, leia essa outra matéria do nosso canal com mais idéias aqui.

Prêmio Spiel des Jahres, alguns jogos vencedores e suas curiosidades (Parte 3)

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Nessa série, falaremos a respeito de alguns jogos premiados pelo Spiel des Jahres e suas curiosidades. Para quem não conhece, o Spiel des Jahres é uma importante premiação alemã que premia os melhores jogos lançados por lá desde 1979. Vamos para a segunda parte (se perdeu a primeira parte, não se preocupe, pode lê-la clicando aqui e a segunda parte clicando aqui).

Catan – Vencedor de 1995

CatanA história do Catan é bem conhecida, mas a parte que eu acho mais interessante seria: O jogo era um projeto de massa, que levou 4 anos para ser desenvolvido. A medida que Teuber reduzia o jogo aos seus elementos essenciais, ele foi ficando parecido com o que temos hoje. O grande momento aconteceu em 1993 quando Teuber começou a usar hexágonos ao invés de quadrados. Ele também removeu elementos que simulavam descobrimentos do jogo. Essas idéias mais complexas do Catan foram desenvolvidas por ele em outros jogos posteriores como Lowenherz e Entdecker, que junto com o próprio Catan acabaram ficando conhecidos como a “Trilogia Catan”.

El Grande – Vencedor de 1996

El GrandeUm dos amigos do designer Wolfgang Kramer, chamado Richard Ulrich o abordou em meados de 1992 com um protótipo chamado “The Trojan Horse”. Kramer gostou do jogo, que apresentava um cavalo de Tróia colocando tropas em diversos lugares à medida que ele passava pelos locais. Kramer e Ulrich concordaram em desenvolver o jogo em conjunto. Eles apresentaram o jogo em 1993 mas ele acabou sendo rejeitado por ser muito complexo. Eles continuaram o desenvolvimento até 1994 quando Kramer viajou para a “Nuremberg Toy Fair” com o protótipo na mala e descobriu que havia um outro jogo já publicado com o mesmo tema. Eles voltaram então para a mesa de design e concordaram que mesmo tendo mecânicas diferentes, dois jogos com o mesmo tema não poderiam ser publicados na mesma época.

Mississippi Queen – Vencedor de 1997

MissKlaus Teuber, do Catan, estava trabalhando com Goldsieber nesse projeto, embora estivesse também cuidando do consultório dentário que ele herdou de seu pai. Teuber fez os componentes protótipos do Mississippi com os materiais do consultório. Foi dele também a idéia de pegar dois passageiros nesse jogo.

 

Tikal – Vencedor de 1999

TikalKiesling abordou Kramer com a proposta de criarem um jogo baseado na idéia de uma cidade em um lago que eventualmente apareceria na superfície. Kramer gostou da idéia e ambos começaram então a experimentar mecânicas para similar a cidade emergindo e submergindo. Um dia Kiesling mandou um fax para Kramer com a figura de hexagonos conectados por escadas. A imagem lembrou Kramer a respeito dos templos Maias e ele imediatamente falou com Kiesling sugerindo a mudança no tema, que seria uma escavação arqueológica nas ruínas Maias. Esse jogo se tornou o Tikal.

Carcassonne – Vencedor de 2001

CarcassonneAs primeiras idéias para Carcassonne vieram para Klaus-Jurgen quando ele estava viajando pelo sul da França de férias no final da década de 1990. Ele estava traçando a história dos cruzados contra os cátaros para um livro que ele estava escrevendo e sua viagem o levou a uma região coberta por castelos e cidades muradas. Ele se apaixonou pelo lugar e sua viagem lhe rendeu a idéia de um jogo onde os jogadores imitariam a construção e crescimento de cidades e castelos.

Villa Paletti – Vencedor de 2002

VillaEnquanto Bill Payne estava cuidando de seu sobrinho Joey, que estava brincando com algumas peças de madeira, Bill de repente se viu inspirado para criar um novo jogo, então ele pegou alguns frigideiras, algumas peças de Jenga e começou então a criar o jogo que eventualmente seria o Villa Paletti. Após algumas variações e alguns anos mais tarde, o protótipo estava completo.

Está gostando da série “Vencedores do Spiel des Jahres, suas histórias e curiosidades”? Curta nosso canal e deixe seu comentário 🙂

Prêmio Spiel des Jahres, alguns jogos vencedores e suas curiosidades (Parte 2)

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Nessa série, falaremos a respeito de alguns jogos premiados pelo Spiel des Jahres e suas curiosidades. Para quem não conhece, o Spiel des Jahres é uma importante premiação alemã que premia os melhores jogos lançados por lá desde 1979. Vamos para a segunda parte (se perdeu a primeira parte, não se preocupe, pode lê-la clicando aqui)

Auf Chase – Vencedor de 1987

AufAuf Chase é o único vencedor do Spiel des Jahres que nunca foi lançado em língua inglesa. Quando Wolfgang Kramer foi questionado a esse respeito ele disse que tinha começado a desenvolver um jogo similar, chamado “Trucker” no final da década de 80 para ser lançado nos Estados Unidos.Após um ano de análise a Hasbro rejeitou o projeto. Auf Chase vendeu mais de 900,000 cópias só para países de fala alemã, e parece que a Hasbro perdeu uma oportunidade bem lucrativa com esse…

Barbarossa – Vencedor de 1988

BarbaEm 1981, Klaus Teuber, um técnico dental, estava insatisfeito com sua empresa e profissão, ele então começou a desenvolver jogos em seu porão. Ele esteve lendo “Riddle-Master” uma trilogia de fantasia da Patricia McKillip e tentou transformar a experiência do livro em um jogo, que foi sua inspiração para criar Barbarossa, um jogo onde um homem vence um concurso de charadas e adivinhações contra um fantasma. Foi o primeiro grande jogo do Teuber.

Cafe International – Vencedor 1989

CafeEsse jogo foi desenvolvido aproximadamente 20 anos antes do seu lançamento pela Mattel. Quando Hoffmann originalmente desenvolveu a idéia não se tratava de beber café e sim diferentes grupos folclóricos sentados em uma taverna para beber. Os pontos para visitar o bar que estão no meio do tabuleiro representavam o aumento ou diminuição dos níveis de alcóol à medida que se bebia sozinho. No fim das contas o tema foi modificado pelo fato do tema original ser considerado inapropriado.

Um Reifenbreite – Vencedor 1992

ReifUm incêndio destruiu a maioria das cópias do jogo antecessor, o Homas Tour. Não se sabe ao certo quantas cópias foram destruídas mas muitas já estavam no mercado. Hoje as versões do Homas Tour são raras e procuradas no mercado por colecionadores. Posteriormente uma batalha pelos direitos do jogo foi travada, fazendo a história desse jogo uma das mais interessantes.

Liar’s Dice – Vencedor 1993

LiarsBorg inicialmente fez o jogo para jogar com seus amigos, mas posteriormente ele decidiu com sua esposa, publicar e vender o jogo por conta própria na próxima feira de jogos, a GenCon. Eles investiram bastante tempo e dinheiro da família nessa iniciativa. Alugaram um espaço no evento, mas venderam apenas seis cópias! Richard Borg voltou para casa muito chateado e decepcionado, mas felizmente uma das cópias foi vendida para um cara que trabalhava para a Milton Bradley onde o jogo virou um sucesso!

Até amanhã na terceira parte da série!