Semana Uwe Rosenberg – “Indian Summer” e as folhas caem no quintal

Tabuleiro texugo Indian Summer

Ontem foi hora de mais um jogo no estilo “Tetris” do designer Uwe Rosenberg, o Indian Summer.

É mais jogo dele no estilo “Tetris” juntamente com Patchwork e Cottage Garden.

Em Indian Summer você vence ao ser o primeiro jogador a cobrir o chão do seu quintal com folhas, que são na verdade peças.

O jogo torna-se bem estratégico pois é uma corrida para ver quem completa o tabuleiro primeiro e existem diversos elementos que permitem seu avanço mais rápido, como as penas que permitem você colocar 2 peças suas ao invés de uma e os cogumelos que permitem você roubar peças adversárias.

O jogo ainda adiciona a possibilidade de você posicionar os furos das suas peças de modo a serem cobertos por algumas peças de animais, e para cada furo coberto por essas peças e que tenha algum elemento no tabuleiro você recebe esses elementos novamente, deixando uma grande possibilidade para cada jogador tentar conseguir ainda mais penas, cogumelos, nozes e frutinhas.

E o seu grande objetivo nesse jogo é completar o tabuleiro, mas não basta completar seu tabuleiro apenas, é preciso ser o primeiro para vencer, o que vai exigir uma otimização da colocação das suas peças e saber usar no momento certo recursos para colocar mais peças no tabuleiro.

Um excelente jogo para até 4 pessoas, se você curte o estilo vale à pena dar uma olhada.

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Semana Uwe Rosenberg – “Caverna: Cave vs Cave”, uma ótima opção para 2 jogadores

Jogo de tabuleiro Caverna: Cave vs Cave

Caverna: Cave vs Cave foi o jogo que escolhemos do designer Uwe Rosenberg.

Essa semana estamos jogando cada dia um jogo diferente de um dos designers mais presentes por aqui, o alemão Uwe Rosenberg.

Baseado no Caverna, nessa versão para 2 pessoas cada um assume uma caverna e deve escavar, construir cômodos e ajuntar recursos, como madeira e pedra, para então melhorar sua caverna com cômodos que lhe permitirão por sua vez ser mais eficiente na coleta e uso dos recursos. O ponto forte do jogo são as combinações entre cômodos para conseguir cada vez mais recursos e também conquistar mais cômodos que renderão mais pontos ao final da partida.

Você começa a partida com duas ações, que vão aumentando no decorrer do jogo e na última rodada você termina a partida realizando quatro ações. Embora as ações sejam sempre as mesmas elas vão aparecer em ordem diferente a cada partida, mudando um pouco o panorama geral.

Os cômodos também aparecem em ordem diferente a cada partida, dando bastante variedade e combinações possíveis.

Um jogo simples mas com uma pegada interessante. Não jogamos ainda o Caverna para falar das similaridades e/ou diferenças, mas como jogo é uma ótima pedida para 2 jogadores por ser um jogo fácil de aprender, com bastante possibilidades e partidas rápidas que vão durar entre 20 e 30 minutos.

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Neuroeducação e jogos de mesa (parte 7) – Atenção e memória

Family playing chess together at home in the living room at home

Como você pode auxiliar no desenvolvimento do seu filho? Continue acompanhando nossa série que mostra como a neuroeducação os jogos de tabuleiro podem ajuda-lo nessa jornada.

Se perdeu a primeira parte clique aqui, segunda parte aqui, terceira parte aqui, quarta parte aqui, a quinta parte aqui e a sexta parte está aqui.

ATENÇÃO E MEMÓRIA

A atenção é um processo onde se foca a percepção que nos permite orientar e controlar a atividade diante de um determinado estímulo. Requisito imprescindível para qualquer aprendizagem, trata-se de um processo complexo cujo estímulo não pode ser separado de muitas outras funções cerebrais, pois outros processos como o da memória, da orientação ou da execução são interdependentes dela; por isso, ao estimulá-la se favorece uma melhora na eficiência cognitiva de diversas outras funções mentais.

A memória “é uma função neurocognitiva que permite registrar, codificar, consolidar, reter, armazenar, recuperar e buscar a informação previamente armazenada. Enquanto a aprendizagem é a capacidade de adquirir informações novas, a memória é a capacidade para reter a informação aprendida” (J.A. Portelllano, 2005).

A interdependência entre atenção e memória é evidente, sendo que os processos de atenção são essenciais para poder registrar a informação; depois existe um processo para armazenar a informação e finalmente um processo de recuperação da informação previamente armazenada. Todo este processo requer estratégias cognitivas nas quais além de interpretar a informação recebida, é feita uma análise, uma categorização e uma associação e relação com outros conhecimentos já adquiridos.

A eficácia do treinamento da atenção e da memória se alcança em um contexto ecológico, ou seja, realizando atividades que tenham uma relação direta com o meio natural que rodeia o alunado, atividades que sejam significativas e de grande interesse para eles.. O jogo de mesa permite a aproximação da criança com este meio, pois os temas têm afinidade com seus interesses. Além disso, não estão relacionados com um programa de treinamento da atenção e da memória, e são apresentados como um desafio lúdico, o qual, como foi explicado anteriormente, desencadeia diversos processos de ativação dos neurônios.

Como dissemos, toda atividade implica em um processo de atenção; Se a isso adicionamos o fato de que uma prática habitual que vá incorporando o conhecimento da temática do jogo, chegaremos facilmente à conclusão de que não existe jogo que não exercite as duas funções. Enumeramos, em seguida, aqueles que permitem um estímulo de uma forma mais direta.

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Fantasma Blitz permite o desenvolvimento contínuo da atenção. (Leia nossa análise sobre ele aqui).

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1, 2, 3! Agora é a sua vez!, facilita a aquisição de estratégias de repetição, agrupamento, classificação e recordação de imagens.

Exemplo 1

Cocoricó, Cocorocó! é um jogo apropriado para iniciar crianças menores nos processos de atenção e memorização. Utiliza uma estratégia similar aos chamados “jogos da memória”. (Leia nossa análise sobre ele aqui).

Jpeg

A Escada Assombrada é um recurso apropriado para os processos básicos nestas áreas (leia nossa análise sobre esse jogo aqui).

Terra

Terra é um jogo que ativa processos associativos, relaciona a informação nova com conhecimentos adquiridos previamente, estratégia que permite melhorar os processos de memorização.

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Semana Uwe Rosenberg – Patchwork

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Um dos nossos designers de jogos favoritos é o alemão Uwe Rosenberg, criador de diversos clássicos como Bohnanza e Agricola, e essa semana resolvemos jogar todos os títulos que temos dele em nossa coleção, um jogo por dia e relatarmos nossas experiências com cada um deles 🙂

Começamos ontem com um ótimo jogo para duas pessoas, o Patchwork. Em Patchwork cada jogador precisa montar uma colcha usando retalhos, e esses retalhos são recolhidos de um círculo e o jogador precisa fazer o pagamento por cada peça recolhida. Esse pagamento é feito em tempo e em botões (que representam o dinheiro do jogo). Ao avançar em tempo você se aproxima do final do jogo e ao pagar em botões você precisa equilibrar bem as compras para não ficar sem.

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É um jogo rápido mas que traz decisões interessantes no decorrer da partida sobre quais peças comprar e o encaixe de cada uma na sua colcha.

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Um dos melhores no gênero de dois jogadores, para partidas com duração de 10 a 15 minutos onde você precisa controlar seu dinheiro e a quantidade de espaços que você avança, e ficar de olho nas peças disponíveis, no que seu adversário precisa e nas melhores opções para você.

Cada espaço vazio em seu tabuleiro rende 2 pontos negativos no final, e sua pontuação é a quantidade de botões que você tem menos os pontos negativos, sendo muito comum no início ficar com pontos negativos.

E você? Gosta da experiência com o Patchwork? E amanhã vamos continuar nossa semana com mais algum jogo do Uwe 🙂

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Descubra o jeito perfeito de se embaralhar cartas!

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Irrelevante para uns, motivo de paranóia para outros, o fato é que muitos jogos de tabuleiro utilizam cartas e o embaralhamento delas pode fazer bastante diferença para cada partida, afinal quem nunca ficou bravo por comprar cartas repetidas ou ver uma sequência de cartas que dão a impressão de que o baralho não foi muito bem embaralhado?

E a pergunta que surge então é: Qual a maneira mais eficiente de se embaralhar cartas para gerar a maior aleatoridade possível?

Na prática precisamos descobrir quantas vezes o baralho precisaria ser embaralhado e qual seria a técnica mais eficiente para de fato embaralhar as cartas.

Uma das técnicas que pode ser usada é o “Riffle Shuffle” onde você divide o baralho em duas partes, segura ambas bem próximas e com o dedão você vai soltando as cartas que vão sendo intercaladas, formando um baralho bem misturado.

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É uma técnica que tem um efeito visual bacana, só é preciso praticar um pouco e tomar cuidado para não envergar muito as cartas.

Veja um tutorial muito bacana abaixo:

Outro método de embaralhar é o “Overhand Shuffle” onde você segura o baralho na horizontal e vai puxando cartas com a outra mão da parte de trás e jogando-as na parte da frente. É o método mais comum e conhecido para se embaralhar cartas.

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Uma terceira opção é o “Smooshing” onde você coloca todas as cartas espalhadas na mesa e vai misturando-as por um período de tempo, reunindo-as depois novamente para formar maço de cartas.

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Mas qual a maneira mais eficiente?

O matemático Persi Diaconis fez alguns estudos nessa área, e de acordo com os modelos matemáticos desenvolvidos por ele, para se ter um embaralhamento quase perfeito o método mais eficiente é o “Riffle Shuffle” que deve ser feito em torno de 7 vezes.

De acordo ainda com Persi, usando o método mais comum, o “Overhand” é necessário faze-lo cerca de dez mil vezes (!) para obter-se um embaralhamento adequado das cartas.

Já o “Smooshing” feito por cerca de 1 minuto garante uma aleatoridade adequada das cartas.

Ele inclusive detalha as idéias por detrás desses números em um vídeo (em inglês) que você pode assistir abaixo:

E agora que você já descobriu o jeito mais eficiente de embaralhar é hora de pegar aquele baralho velho e começar a praticar 🙂

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Neuroeducação e jogos de mesa (parte 6) – Aptidão Espacial e Raciocínio Lógico

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Como você pode auxiliar no desenvolvimento do seu filho? Continue acompanhando nossa série que mostra como os jogos de tabuleiro podem ajuda-lo nessa jornada.

Se perdeu a primeira parte clique aqui, segunda parte aqui, terceira parte aqui, quarta parte aqui e a quinta parte aqui.

APTIDÃO ESPACIAL E RACIOCÍNIO LÓGICO

A aptidão espacial é a habilidade que permite representar mentalmente formas, dimensões, coordenadas, mapas, proporções etc. Permite imaginar objetos flutuando no espaço, desenvolvendo, assim, uma perspectiva tridimensional. Favorece o sentido de orientação, da interpretação de mapas ou a habilidade de colocar de forma adequada objetos dentro de um espaço delimitado.

O raciocínio lógico, por sua vez, nos permite estabelecer conexões causais e lógicas, resolver problemas e extrair conclusões, razão pela qual intervém em muitas das funções mentais. Os dois estão relacionados com a capacidade viso perceptivas, para construir representações visuais e pensar com imagens e tem uma relação muito direta com a aquisição da destreza em leitura, escrita e nas matemáticas.

Alguns jogos que nos permitem desenvolver estas aptidões são:

Carca

Carcassonne – Permite o desenvolvimento do sentido de orientação e direção através da construção de caminhos ou cidades.

Ubongo

Ubongo – Jogo no qual o sentido, a direção ou a orientação das peças determina a sua resolução; incentiva os processos de interpretação e compreensão da área espacial, facilitando, assim, a orientação e a coordenação entre o uso das mãos e dos olhos.
Robo Ricochet

Robô Ricochete e Micro robôs – Combinam duas áreas que não costumamos usar ao mesmo tempo: a orientação espacial e a memória operativa. Por isso, é imprescindível manter a atenção ativa, que proporciona um ótimo rendimento nos processos de atenção. Neste jogo também são usadas técnicas de representação mental para calcular as distâncias e os deslocamentos. Esta forma de trabalhar a orientação favorece nas crianças menores a consolidação de processos básicos da pré-escrita.

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Cacao – É um jogo de gestão de recursos, por isso envolve diretamente a capacidade de raciocínio, e cujo desenho nos permite estimular a interpretação gráfica e sensibilizar nos processos de viso percepção, facilitando dessa maneira o desenvolvimento da área espacial.

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Neuroeducação e jogos de mesa (parte 5) – Aptidão Numérica

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Aptidão Numérica

É a capacidade de raciocinar com números e utilizá-los de maneira organizada, ágil e adequada. Está relacionado com o manuseio de conceitos básicos de matemática, o raciocínio aritmético e a capacidade de resolver situações que exijam o uso dos números em suas diferentes manifestações.

A melhor forma de fortalecer os conceitos é a prática constante de atividades manuais, relacionado-as com temáticas e contextos que os alunos se interessem ou tenham afinidade; por este motivo, se afirma outra vez que o jogo de mesa é uma das ferramentas mais poderosas para fortalecer a aptidão, uma vez que permite aplicar os conhecimentos adquiridos de forma significativa, transformando os alunos em protagonistas ativos de sua aprendizagem.

Em todos estes jogos se prioriza o cálculo mental e o sentido numérico diante do cálculo escrito, o que os transformam em ferramentas eficazes para o desenvolvimento da aptidão numérica, sobretudo porque incorporam temáticas diferentes dentro de contextos e experiências que permitem fazer operações e resolver problemas com significado e principalmente com utilidade prática, evitando a repetição mecânica.

Alguns dos jogos que promovem esta aptidão são:

Spinderella

Formigas na Teia, além de favorecer a capacidade de contar e de sequenciar, permite a interiorização de noções espaciais complexas por se desenvolver em um espaço tridimensional. (Leia nossa análise completa sobre esse jogo aqui).

Sushi Go

Sushi Go!, está muito relacionado à capacidade de fazer planos, cálculo mental e operações numéricas, também promove o desenvolvimento da memória para o trabalho, que é imprescindível para uma boa habilidade matemática. (Leia nossa análise completa sobre esse jogo aqui).

Gardens

Gardens – consolida a percepção, orientação e as representações espaciais, e ainda permite o cálculo mental de operações relacionadas com a velocidade de processamento mental.

Terra

Terra – utiliza as unidades de medidas (kg, g, m, cm) e mapas, permitindo estratégias de aproximação e estimação de medidas, levando em conta que se têm presente um componente intuitivo e o desenvolvimento do raciocínio indutivo.

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A Trupe dos Porquinhos – ajuda as crianças mais pequenas a compreenderem e manipularem os números, nos sistemas de alfabetização e de aprender a contar, consolidando processos sequenciais de menor para maior e, também, na introdução dos símbolos de + e -, facilitando, assim, a compreensão real dos numerais. (Leia nossa análise completa sobre esse jogo aqui).

Em todos estes jogos se prioriza o cálculo mental e o sentido numérico diante do cálculo escrito, o que os transformam em ferramentas eficazes para o desenvolvimento da aptidão numérica, sobretudo porque incorporam temáticas diferentes dentro de contextos e experiências que permitem fazer operações e resolver problemas com significado e principalmente com utilidade prática, evitando a repetição mecânica.

Exemplo 2

Terra

Terra 2

Este jogo permite aplicar o conhecimento de unidades de medida de forma intuitiva e reflexiva. O aluno põe em prática o que aprendeu e associa com outros ensinamentos, por isso a elaboração do pensamento é muito mais complexa, proporcionando, desse modo, um estilo de aprendizagem mais associativo, intuitivo e visual.

Trabalhar unidades de medida do modo tradicional estimula o hemisfério esquerdo, que é considerado o hemisfério cognitivo por ficar mais ativo diante de atividades numéricas e verbais. No entanto, neste jogo, além de executar um exercício mecânico, é também necessário associá-lo a outras aprendizagens já adquiridas e com outros temas, e, neste caso, monumentos e acidentes geográficos.

Assim, se realiza um esforço metacognitivo, que ativa de forma mais intensa os dois hemisférios, pois o direito se ocupa mais da análise visual, do desenvolvimento da capacidade crítica e da intuição. Definitivamente, favorecemos uma maior conectividade inter-hemisférica e um maior estímulo do corpo caloso (estrutura que liga os dois hemisférios).

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